Wael al Areeqi, um bahaí do Iémen, contou que se sentiu vigiado antes de ser preso por milicianos hutíes em 2017. Ele ficou em uma prisão de segurança nacional por mais de um ano, sem ser investigado, e sofreu torturas. Os hutíes, que controlam parte do Iémen desde 2015, acusaram-no de ser um espião e apóstata por causa de sua fé. A situação dos bahaíes no país é grave, com relatos de detenções e abusos. Ruhiya Thabet, outra bahaí, também foi presa e sofreu ameaças. A ONU confirmou que os bahaíes enfrentam tortura e abusos sistemáticos. A repressão aumentou, e muitos foram forçados a deixar o país. Os hutíes consideram os bahaíes uma ameaça à segurança nacional e frequentemente os acusam de receber apoio de países como os EUA e Israel. Apesar de algumas melhorias fora das áreas controladas pelos hutíes, a vida para os bahaíes ainda é difícil, e muitos praticam sua fé em segredo devido ao medo de represálias.
Bahaíes enfrentam perseguição no Iémen sob regime hutí
A situação dos bahaíes no Iémen se agrava com relatos de detenções, torturas e exílio forçado. Desde 2015, quando os hutíes assumiram o controle, essa minoria religiosa tem sido alvo de abusos sistemáticos, conforme confirma a ONU.
Wael al Areeqi, um bahaí de 37 anos, narra sua experiência de sequestro e tortura. Ele foi detido em 2017 por milicianos hutíes e mantido em isolamento por mais de um ano, sem qualquer investigação. Durante esse período, sofreu agressões físicas e psicológicas, sendo acusado de espionagem para Israel e Estados Unidos.
A ativista de direitos humanos Ruhiya Thabet, de 49 anos, também passou por uma situação semelhante em 2016. Ela e seu marido foram acusados de espionagem e enfrentaram acoso verbal e psicológico durante a detenção. Ambos conseguiram escapar do Iémen, mas os processos judiciais contra eles continuam.
Entre 2015 e 2024, a Anistia Internacional registrou pelo menos cem casos de bahaíes que sofreram detenções e torturas. Um grupo de especialistas da ONU confirmou que os bahaíes enfrentam violações de direitos humanos, incluindo detenções arbitrárias e maus-tratos.
Aumento da repressão
Abdulrazzaq Hashem Al-Ezzazi, diretor da Plataforma de Medios Humanitários, destaca que a repressão aos bahaíes aumentou nos últimos anos, especialmente nas áreas controladas pelos hutíes. Os bahaíes são frequentemente rotulados como uma ameaça à segurança nacional e acusados de receber apoio externo.
Após sua detenção, Wael al Areeqi foi forçado a deixar o Iémen e atualmente vive em exílio. Ele relata que muitos bahaíes foram expulsos do país e tiveram suas propriedades confiscadas. A vida para os que permanecem sob controle hutí é marcada pelo medo e pela necessidade de praticar a fé em segredo.
Qasim Omar, um bahaí que pediu para não ser identificado, afirma viver com medo constante. Ele e sua família praticam a fé em segredo, sem a presença de templos bahaístas no país. A falta de proteção legal e a hostilidade social dificultam ainda mais a vida dessa minoria.
Waleed Ayash, secretário geral do Conselho Nacional para as Minorias Religiosas e Étnicas do Iémen, ressalta que a perseguição aos bahaíes é uma violação dos direitos humanos. Apesar de a Constituição garantir a liberdade de crença, na prática, essa proteção não é efetiva.
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