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Deportações de migrantes para Costa Rica geram críticas por abusos e falta de transparência

Relatório da Human Rights Watch revela abusos em detenção de 200 migrantes em Costa Rica, incluindo separação familiar e negação de asilo.

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A administração Trump fez deportações de migrantes para Costa Rica, o que gerou preocupações sobre o tratamento deles. Um relatório da Human Rights Watch revelou que 200 migrantes, incluindo crianças, foram detidos em condições ruins e não puderam pedir asilo. Esses migrantes vieram de países como Afeganistão, China e Rússia. Muitos deles foram separados de suas famílias durante o processo. Até agora, 100 migrantes voltaram para seus países, mas a forma como isso aconteceu levanta dúvidas sobre se foi uma decisão voluntária. Outros seis conseguiram escapar da detenção e 30 pediram asilo em Costa Rica. As autoridades locais disseram que os migrantes só podiam voltar para casa ou ir para outro país que os aceitasse, mas depois de um tempo informaram que poderiam solicitar asilo. A Human Rights Watch criticou Costa Rica por não manter sua tradição de acolher refugiados e pediu que o país oferecesse ajuda aos migrantes que desejam ficar e pedir asilo. O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, afirmou que o país está colaborando com os Estados Unidos para evitar problemas econômicos.

Um relatório da Human Rights Watch revela que duzentos migrantes, incluindo crianças, foram detidos na Costa Rica sem direito a solicitar asilo. As condições de detenção foram descritas como abusivas, com relatos de separação familiar. O grupo, composto por 119 adultos e 81 menores, inclui pessoas de países como Afeganistão, Irã e Rússia.

O documento, intitulado “A estratégia é dobrá-los”, destaca que as deportações realizadas pela administração Trump foram marcadas pela opacidade e pelo maltrato. Michael García Bochenek, assessor da organização, afirmou que é reprehensível deixar famílias em um país que não escolheram, sem considerar sua segurança.

Até o momento, cem migrantes retornaram a seus países de origem, enquanto seis escaparam do centro de detenção e trinta solicitaram asilo na Costa Rica. As autoridades locais informaram que as únicas opções eram retornar ou viajar para outro país que os aceitasse. O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, confirmou a colaboração com a agenda migratória dos Estados Unidos, citando a necessidade de evitar tarifas comerciais.

Human Rights Watch criticou a situação, afirmando que a Costa Rica comprometeu sua história de acolhimento de refugiados. A organização sugere que o país deve oferecer autorização de trabalho e assistência a todos os migrantes que desejam solicitar asilo.

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