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Rússia cria zona-tampão na fronteira com a Ucrânia e avança em troca de prisioneiros

Troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia avança com mil pessoas de cada lado, enquanto Putin anuncia zona-tampão na fronteira.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a criação de uma zona-tampão ao longo da fronteira com a Ucrânia, a primeira desde o início da guerra em 2022. Essa área será desmilitarizada e controlada por tropas da ONU para evitar ataques. A Ucrânia, por sua vez, está se preparando para uma troca de prisioneiros com a Rússia, onde mil prisioneiros de cada lado devem ser trocados. Essa troca foi acordada em negociações diretas em Istambul, que foram as primeiras em mais de três anos. O ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que um documento para um cessar-fogo está em estágio avançado. A situação na fronteira é tensa, e a Ucrânia ainda não se manifestou sobre a nova zona-tampão.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a criação de uma zona-tampão ao longo da fronteira com a Ucrânia, a primeira desde o início da guerra em fevereiro de 2022. A medida visa desmilitarizar a área e foi revelada em um momento em que uma grande troca de prisioneiros entre os dois países está prevista para ocorrer.

A troca, que envolve mil prisioneiros de cada lado, foi acordada durante negociações diretas em Istambul, marcando a primeira conversa entre Rússia e Ucrânia em mais de três anos. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que um documento para um cessar-fogo está em estágio avançado. A expectativa é que a troca ocorra nesta sexta-feira, 23 de maio.

A zona-tampão, segundo Putin, é uma resposta à necessidade de restaurar a segurança na região. O presidente destacou que as forças armadas russas estão ativamente suprimindo pontos de disparo inimigos. A criação dessa área foi uma proposta anterior de Kiev, mas não havia avançado até agora.

Além disso, a Finlândia está construindo uma cerca de 4,5 metros de altura ao longo de sua fronteira com a Rússia, como resposta a uma suposta migração orquestrada por Moscou. A cerca, que cobrirá 200 quilômetros da fronteira, é parte de um esforço mais amplo para aumentar a segurança na região, especialmente após a adesão da Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 2023.

As tensões na região permanecem altas, com a Finlândia monitorando de perto as atividades militares russas. Imagens de satélite mostram a construção de novas infraestruturas militares perto da fronteira, o que levanta preocupações sobre uma possível realocação de tropas russas após o fim do conflito na Ucrânia.

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