A corrida por influência no Ártico está aumentando, com países como Rússia, EUA, China e nações europeias buscando expandir sua presença na região devido ao aquecimento global. A China, que se considera uma “potência polar”, tem tentado comprar ativos no Ártico europeu, mas enfrenta resistência. Enquanto isso, a Rússia está se aproximando da China, fortalecendo a cooperação militar e econômica. A região do Ártico, que abriga grandes reservas de gás e petróleo, está se tornando cada vez mais acessível devido ao derretimento do gelo, o que atrai o interesse de várias potências. Em Noruega, por exemplo, a cidade de Kirkenes busca se tornar um importante porto para o comércio entre a Ásia e a Europa, mas as novas leis proíbem a venda de propriedades a empresas que possam ameaçar a segurança nacional. A relação entre Noruega e China é cautelosa, com preocupações sobre a dependência de regimes autoritários. Além disso, a Rússia, que controla grande parte da costa do Ártico, está intensificando suas atividades militares e econômicas na região, enquanto os EUA e a OTAN aumentam sua presença. O clima de rivalidade está crescendo, e as comunidades indígenas na região sentem que seus direitos não estão sendo respeitados, acusando os países de usarem a crise climática como desculpa para explorar suas terras.
A corrida por influência no Ártico tem se intensificado, com a China enfrentando resistência na compra de ativos na região. Desde que Magnus Mæland assumiu a prefeitura de Kirkenes, na Noruega, três delegações chinesas buscaram estabelecer laços. A China deseja ser uma potência polar, mas enfrenta concorrência acirrada de Rússia, EUA, Europa e Índia.
O aquecimento global está acelerando o derretimento do gelo no Ártico, facilitando o acesso a recursos naturais, como petróleo e gás. Estima-se que cerca de 30% do gás natural não explorado do mundo esteja na região. Kirkenes, uma cidade com um porto em declínio, busca se tornar um ponto estratégico para o comércio entre Ásia e Europa. O diretor do porto, Terje Jørgensen, planeja um novo porto internacional, mas as novas leis norueguesas proíbem a venda de propriedades que possam comprometer a segurança nacional.
A relação entre China e Rússia se fortalece, com ambos os países cooperando militarmente na região. Em outubro, a guarda costeira chinesa participou de patrulhas conjuntas com forças russas. A Rússia, que controla cerca de 53% da costa do Ártico, está atraindo investimentos chineses, enquanto a China busca evitar uma dependência excessiva de Moscou.
A tensão entre os países do Ocidente e a Rússia está aumentando, especialmente após a invasão da Ucrânia. A Noruega, que faz fronteira com a Rússia, está em alerta devido a incidentes de espionagem e jamming de GPS. O vice-almirante Rune Andersen, chefe do comando conjunto norueguês, destaca que a concentração de armas nucleares na Rússia representa uma ameaça não apenas para a Europa, mas também para os EUA.
As comunidades indígenas do Ártico, que frequentemente se sentem ignoradas, expressam preocupações sobre a exploração de suas terras. A ativista Miyuki Daorana, da comunidade inughuit, critica o que considera “colonialismo verde”, onde a crise climática é usada como justificativa para a extração de recursos. A dinâmica geopolítica no Ártico está mudando, com os países priorizando seus interesses em detrimento da colaboração anterior.
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