Agather Atuhaire, uma ativista de Uganda, foi presa e torturada na Tanzânia enquanto apoiava o líder da oposição Tundu Lissu. Atuhaire, que já ganhou um prêmio por seu trabalho em direitos humanos, estava em Dar es Salaam para o julgamento de Lissu, que enfrenta sérias acusações. Após ser libertada perto da fronteira com Uganda, ela relatou ter sofrido agressões físicas e sexuais, além de ter sido ameaçada pelos agentes de segurança tanzanianos. Atuhaire e outro ativista foram acusados de tentar desestabilizar o país. Durante a detenção, ela passou por torturas severas e ficou com ferimentos visíveis. O Departamento de Estado dos EUA e a Anistia Internacional pediram investigações sobre os abusos. A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, disse que ativistas estrangeiros estão tentando interferir nos assuntos do país. Atuhaire planeja registrar uma queixa contra a Tanzânia, buscando justiça. As eleições gerais na Tanzânia estão marcadas para outubro, em um cenário de repressão política crescente.
Agather Atuhaire, ativista ugandense premiada, foi presa e torturada por forças de segurança tanzanianas enquanto apoiava o líder da oposição Tundu Lissu, que enfrenta acusações graves. Atuhaire, que recebeu o International Women of Courage Award em 2022, estava em Dar es Salaam para acompanhar o julgamento de Lissu, que pode ser condenado à pena de morte.
Após ser libertada perto da fronteira com Uganda, Atuhaire relatou os abusos que sofreu, incluindo agressões físicas e sexuais. Ela afirmou que os agentes de segurança tanzanianos a deixaram com ferimentos visíveis e a ameaçaram, dizendo que tinham gravações de sua detenção. Atuhaire e o ativista queniano Boniface Mwangi foram acusados de tentarem “desestabilizar” o país.
Durante a detenção, Atuhaire foi submetida a torturas brutais, incluindo espancamentos e agressões sexuais. Ela descreveu a dor intensa que sentiu e a humilhação de ser coberta de excrementos. O Departamento de Estado dos EUA expressou preocupação com os relatos de abuso e pediu uma investigação imediata. A Anistia Internacional também exigiu que os atos de tortura fossem investigados.
A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, afirmou que ativistas estrangeiros tentam interferir nos assuntos internos do país. Atuhaire, que critica o governo de Uganda, planeja registrar uma queixa contra a Tanzânia, afirmando que a busca por justiça é sua prioridade. As eleições gerais na Tanzânia estão marcadas para outubro, em um contexto de crescente repressão política.
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