Os Estados Unidos acusaram o governo do Sudão de usar armas químicas em 2024 durante o conflito no país e anunciaram sanções que começarão em junho. O governo sudanês negou as acusações, chamando-as de falsas e uma tentativa de chantagem política. As sanções incluirão restrições às exportações dos EUA e ao acesso a linhas de crédito do governo americano. O Sudão está em conflito desde abril de 2023, com o general Abdel Fattah al Burhan e Mohammed Hamdan Daglo em lados opostos, resultando em dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados. As Nações Unidas consideram a situação a pior crise humanitária atual. Os EUA já impuseram sanções a al-Burhan e a líderes das Forças de Apoio Rápido, acusando-os de priorizar a guerra em vez da paz. Informações indicam que o Exército sudanês usou armas químicas em pelo menos duas ocasiões, mas o governo negou e criticou a falta de investigação internacional. Recentemente, o Sudão rompeu relações com os Emirados Árabes Unidos, acusando-os de apoiar as RSF, que também negaram as acusações.
Os Estados Unidos acusaram o governo do Sudão de utilizar armas químicas durante o conflito interno que se intensificou em abril de 2023. As sanções anunciadas nesta quinta-feira (22) entrarão em vigor em seis de junho. O governo sudanês, por sua vez, negou as alegações, classificando-as como uma tentativa de chantagem política.
O Departamento de Estado dos EUA informou que as sanções incluirão restrições às exportações americanas e ao acesso a linhas de crédito do governo dos EUA. O ministro da Informação do Sudão, Khalid al Aiser, afirmou que as acusações são infundadas e uma “falsificação deliberada dos fatos”. Ele ressaltou que essa interferência compromete a credibilidade dos EUA.
Desde abril de 2023, o Sudão vive um intenso conflito entre o general Abdel Fattah al Burhan, comandante das Forças Armadas, e Mohammed Hamdan Daglo, líder das Forças de Apoio Rápido (RSF). A guerra já resultou em dezenas de milhares de mortos e forçou cerca de 13 milhões de pessoas a deixar suas casas. As Nações Unidas classificam a situação como a “pior crise humanitária da atualidade”.
Detalhes das Acusações
De acordo com informações de altos funcionários do governo americano, o Exército sudanês teria utilizado armas químicas em pelo menos duas ocasiões, com indícios de gás cloro. As acusações foram formalizadas em vinte e quatro de abril, com base na Lei de Controle e Eliminação de Armas Químicas e Biológicas de 1991. No entanto, os EUA não especificaram os locais ou momentos exatos dos supostos ataques.
Um diplomata sudanês sugeriu que as acusações visam desviar a atenção de pressões no Congresso contra os Emirados Árabes Unidos, que o Sudão acusa de fornecer armamentos às RSF. Recentemente, o governo sudanês rompeu relações diplomáticas com os Emirados, alegando uma intervenção militar direta no conflito. Os Emirados negaram as acusações e afirmaram apoiar esforços humanitários e de paz.
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