Bombardeios israelenses em Gaza mataram 22 pessoas, incluindo uma mulher grávida e crianças, após o fim de um cessar-fogo. Os ataques atingiram a casa da família Daqa em Jabaliya, resultando em sete mortes. A Defesa Civil informou que alguns corpos estavam carbonizados e que ainda havia pessoas sob os escombros. Além disso, duas pessoas morreram em um campo de deslocados em Nuseirat, e cinco membros de uma família foram mortos em Deir al-Balah. Israel planeja assumir controle total da região, o que gerou rejeição internacional, já que a proposta é vista como uma violação do direito internacional. Desde o início do conflito, mais de 53,9 mil palestinos morreram, a maioria civis, enquanto 1,2 mil israelenses também perderam a vida. A situação humanitária em Gaza é crítica, com bloqueios que impedem a entrada de alimentos e medicamentos. Em um evento separado, Israel interceptou um míssil disparado pelos houthis do Iémen, que têm atacado Israel em resposta à situação em Gaza.
A Defesa Civil da Faixa de Gaza informou que 22 pessoas morreram, incluindo uma mulher grávida e várias crianças, em bombardeios israelenses neste domingo. O ataque ocorreu após Israel encerrar um cessar-fogo e retomar sua ofensiva, prometendo destruir o Hamas e resgatar os 58 reféns capturados desde o ataque de 7 de outubro de 2023.
Os bombardeios mais recentes atingiram a casa da família Daqa, na cidade de Jabaliya, resultando em sete mortes e vários feridos. Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil, destacou que alguns corpos estavam carbonizados e que ainda havia pessoas sob os escombros. A falta de equipamentos pesados dificultou os esforços de resgate.
Além disso, duas pessoas morreram em um campo de deslocados em Nuseirat, uma delas grávida, e os médicos não conseguiram salvar o feto. Em Deir al-Balah, cinco membros da mesma família foram mortos, enquanto outros ataques em Beit Lahia e Khan Younis resultaram em mais mortes. O Exército israelense também demoliu várias casas na Cidade de Gaza e em áreas próximas.
Rejeição Internacional
Israel enfrenta crescente rejeição internacional por seus planos de assumir controle total de Gaza e facilitar a “migração voluntária” da população palestina, estimada em 2 milhões. Essa proposta é amplamente vista como uma violação do direito internacional. O Estado judeu justifica suas ações alegando que o Hamas opera em áreas densamente povoadas, o que, segundo eles, resulta em mortes de civis.
Desde o início do conflito, mais de 53,9 mil palestinos morreram, a maioria civis, enquanto o ataque do Hamas em outubro resultou na morte de 1,2 mil israelenses, a maioria também civis. A situação humanitária em Gaza se deteriorou, com Israel bloqueando a entrada de alimentos, medicamentos e combustíveis por mais de dois meses, permitindo apenas um pequeno fluxo de ajuda recentemente.
Conflito Regional
Neste domingo, as Forças Armadas de Israel interceptaram um míssil disparado pelos houthis do Iémen, que acionou sirenes em Jerusalém e outras regiões. Não houve relatos de feridos. Os houthis, apoiados pelo Irã, têm realizado ataques contra Israel em resposta à campanha militar em Gaza. Os Estados Unidos interromperam bombardeios contra os houthis, mas o cessar-fogo não inclui ataques a Israel.
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