O tráfico de drogas na América Latina está se tornando mais complicado de combater. Redes criminosas estão se fragmentando e, mesmo com a prisão de líderes do crime, a violência aumenta. O Equador e a Costa Rica estão enfrentando um crescimento alarmante na violência ligada ao tráfico, com cartéis mexicanos atuando na região e agricultores colombianos sendo contratados para cultivar coca na Guatemala. O Equador teve uma taxa de homicídios muito alta em 2024, enquanto a Costa Rica, que não tem exército, se tornou um ponto de trânsito para drogas. Grupos criminosos locais estão lutando pelo controle do tráfico, o que resulta em massacres e uma sensação de insegurança crescente. A situação é preocupante, pois o tráfico de drogas está se espalhando e se tornando mais violento, com a possibilidade de países como a Costa Rica e a Guatemala se tornarem mais envolvidos na produção de drogas.
O tráfico de drogas na América Latina enfrenta um cenário alarmante, com o Equador e a Costa Rica registrando um aumento significativo da violência relacionada ao narcotráfico. Redes criminosas, incluindo cartéis mexicanos, estão se expandindo na região, enquanto agricultores colombianos são contratados para cultivar coca na Guatemala.
O relatório do International Crisis Group (ICG) destaca que as políticas de “mão pesada” dos governos têm contribuído para a fragmentação das organizações de tráfico. Essa fragmentação resulta em uma rede mais complexa e difícil de desmantelar, com novos atores emergindo no cenário. O Equador, por exemplo, encerrou 2024 com uma taxa de 38,76 mortes violentas por 100.000 habitantes, a segunda maior de sua história.
A Costa Rica, que até então era um ponto de trânsito relativamente seguro, agora enfrenta o risco de se tornar um “narcoestado”. O ex-chefe de operações internacionais da Drug Enforcement Administration (DEA), Mike Vigil, alerta que a falta de um exército e a presença de 340 organizações criminosas dedicadas ao tráfico aumentam a vulnerabilidade do país.
Expansão do Cultivo de Coca
Na Guatemala, a situação é igualmente preocupante. O ICG informa que agricultores colombianos estão sendo trazidos para expandir o cultivo de coca, uma prática que começou a ser identificada em 2018. As redes de narcotráfico, agora mais atomizadas, dificultam a identificação e a captura de líderes, resultando em uma cadeia de suprimentos mais resistente.
Os cartéis de Jalisco Nova Geração e Sinaloa, por exemplo, controlam a logística do tráfico, enquanto grupos locais, como Los Choneros no Equador, garantem o fornecimento de drogas. O Equador, situado entre os maiores produtores de coca, Colômbia e Peru, se tornou um ponto estratégico para o envio de cocaína para os Estados Unidos e Europa.
Aumento da Violência
A violência associada ao tráfico de drogas tem crescido em ambos os países. No Equador, um massacre em março resultou na morte de 22 pessoas em Guayaquil, enquanto a Costa Rica registrou o segundo ano mais violento de sua história em 2024, com uma taxa de 16,6 homicídios por 100.000 habitantes. As disputas territoriais entre facções criminosas estão se intensificando, colocando em risco a segurança da população.
A dinâmica do tráfico de drogas na América Latina está em constante evolução, com novos desafios surgindo à medida que as redes criminosas se adaptam. A situação exige atenção urgente das autoridades para evitar que a violência se espalhe ainda mais na região.
Entre na conversa da comunidade