Boko Haram, um grupo extremista na Nigéria, está aumentando seus ataques no nordeste do país, superando bases militares e atacando comunidades civis. Desde o início do ano, os extremistas mataram milicianos locais e causaram o medo de um retorno à insegurança que marcou o auge do grupo. Em um ataque recente na vila de Gajibo, nove membros de uma milícia que apoia o exército nigeriano foram mortos. O grupo se dividiu em duas facções, sendo uma delas, chamada ISWAP, conhecida por atacar posições militares e realizar ataques coordenados. A outra facção, JAS, foca em atacar civis e realizar sequestros. Especialistas afirmam que a ISWAP se beneficia de uma estrutura descentralizada e de apoio externo, o que a torna mais eficaz em suas operações. O exército nigeriano enfrenta dificuldades, com bases subdimensionadas e lentidão em receber reforços, o que permite que os militantes se armem com as armas das bases que conquistam. A situação é preocupante, com autoridades locais alertando sobre a perda de controle militar em várias áreas.
A violência do grupo extremista Boko Haram tem aumentado na região nordeste da Nigéria, com ataques frequentes a comunidades civis e bases militares. Desde o início do ano, os extremistas têm superado postos militares, colocando em risco a segurança da população.
Recentemente, em um ataque na vila de Gajibo, no estado de Borno, nove membros de uma milícia local foram mortos. Os soldados que deveriam proteger a área abandonaram a base ao perceberem a aproximação dos insurgentes. Este ataque se soma a uma série de ações violentas, incluindo explosões de bombas em estradas e invasões a vilarejos.
Boko Haram, que começou suas atividades em dois mil e nove, se dividiu em duas facções: a Jama’atu Ahlis Sunna Lidda’awati wal-Jihad (JAS) e a Islamic State West Africa Province (ISWAP). A ISWAP tem se destacado por ataques coordenados a posições militares, tendo superado as forças armadas em pelo menos quinze ocasiões este ano. Já a JAS tem se concentrado em atacar civis e realizar sequestros.
A situação das forças armadas nigerianas é crítica, com bases militares subdimensionadas e localizadas em áreas remotas, tornando-as vulneráveis. O trabalhador de uma ONG local, Ali Abani, afirmou que os soldados frequentemente são superados em número e que o apoio aéreo e terrestre chega tarde demais.
O governador de Borno, Babagana Zulum, expressou preocupação com a perda de território para os extremistas, afirmando que as formações militares estão sendo desmanteladas quase diariamente. A crescente sofisticação dos ataques e o armamento avançado dos insurgentes têm gerado apelos por um fortalecimento das capacidades militares do país.
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