Os Estados Unidos negaram que o Hamas tenha aceitado uma proposta de cessar-fogo em Gaza que incluiria a libertação de reféns. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, afirmou que o Hamas não concordou com um acordo que previa a liberação de 10 reféns em troca de uma trégua de 70 dias. Uma fonte do Hamas havia dito que o grupo aceitou a proposta, mas Witkoff a considerou inaceitável. Ele também mencionou que o que está sendo discutido é um novo acordo que poderia levar a um cessar-fogo permanente, mas o Hamas ainda não aceitou essa proposta. A situação em Gaza é crítica, com escassez de alimentos e remédios, e Israel recentemente aliviou um pouco o bloqueio, permitindo a entrada de ajuda humanitária.
Os Estados Unidos desmentiram, nesta segunda-feira (26), a afirmação do Hamas de que o grupo aceitou uma proposta de cessar-fogo em Gaza. O movimento palestino alegou que concordou com um acordo que previa a libertação de dez reféns em troca de uma trégua de setenta dias. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, negou a aceitação do Hamas e classificou a proposta como “decepcionante e completamente inaceitável”.
Witkoff, que esteve envolvido nas negociações anteriores, afirmou que a proposta atual ainda está em discussão. A informação do Hamas foi divulgada por uma fonte à Agência France-Presse (AFP), que indicou que o acordo incluiria uma trégua temporária e a liberação dos reféns em duas etapas. No entanto, Witkoff reiterou que o que foi apresentado pelo Hamas não corresponde ao que ele propôs.
Situação em Gaza
A situação em Gaza permanece crítica, com escassez de alimentos, água potável e medicamentos. A ONU alertou sobre a iminente fome na região, enquanto Israel intensifica sua ofensiva. O último cessar-fogo, que durou dois meses, fracassou em março, levando a um bloqueio total de ajuda ao território. Recentemente, Israel aliviou parcialmente o bloqueio, permitindo a entrada de caminhões de ajuda humanitária.
Os Estados Unidos, juntamente com Egito e Catar, têm mediado as negociações para um cessar-fogo duradouro desde o início do conflito, que começou após um ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023. Witkoff expressou a necessidade de um acordo que leve a negociações substanciais para um cessar-fogo permanente, destacando que a aceitação do Hamas é crucial para o avanço das discussões.
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