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Canadá busca integrar-se a importante plano de defesa europeu, afirma Carney

Canadá se prepara para aumentar gastos com defesa e se desvincular dos EUA, aderindo ao plano ReArm Europe em meio a tensões internacionais.

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O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que o país pretende se juntar ao plano ReArm Europe para aumentar os gastos com defesa e diminuir a dependência dos Estados Unidos. Carney destacou que atualmente 75% do orçamento de defesa canadense vai para os EUA, o que ele considera inadequado. Essa decisão ocorre em um momento de tensões com os EUA, especialmente após ameaças de Donald Trump sobre a segurança do Canadá. O ministro da Defesa, David McGuinty, também ressaltou a importância de fortalecer a capacidade militar do país devido a ameaças globais, como a guerra na Ucrânia e a postura da China. O governo canadense enfrenta pressão para atender às novas metas da OTAN, que exige que os membros aumentem seus gastos anuais para 5% do PIB. O discurso do rei Charles III também mencionou o compromisso do governo em melhorar as forças armadas e fortalecer laços com aliados europeus. Além disso, Carney está em discussões sobre o sistema de defesa de mísseis Golden Dome, proposto por Trump, que teria um custo elevado se o Canadá continuar independente, mas seria gratuito se se tornasse parte dos EUA. O governo canadense reafirmou sua intenção de manter a soberania do país.

O primeiro-ministro canadense Mark Carney anunciou a intenção de o Canadá se juntar ao plano ReArm Europe, que visa aumentar os gastos com defesa até 1º de julho. A proposta busca reduzir a dependência militar dos Estados Unidos, com Carney afirmando que 75% de cada dólar canadense destinado à defesa é gasto nos EUA, o que considera uma estratégia inadequada.

As declarações de Carney surgem em um contexto de crescente tensão com os EUA, especialmente após ameaças de Donald Trump sobre a segurança canadense. O ministro da Defesa, David McGuinty, também enfatizou a urgência de fortalecer a capacidade militar do Canadá diante de ameaças globais, citando a guerra na Ucrânia e a postura assertiva da China.

Aumento de Gastos com Defesa

O governo canadense enfrenta pressão para atender às metas da OTAN, que agora espera que os membros aumentem seus gastos anuais para 5% do PIB, um aumento em relação ao anterior de 2%. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertou sobre a necessidade de se preparar para adversários como Rússia e China, que estão expandindo suas capacidades militares.

Além disso, a recente Discurso do Trono, lido pelo rei Charles III, destacou o compromisso do governo em “reconstruir, rearmar e reinvestir” nas forças armadas do Canadá. O discurso também mencionou a intenção de fortalecer laços de defesa com aliados europeus e a adesão ao plano ReArm Europe.

Relações com os EUA

Em meio a essas movimentações, Carney indicou que o Canadá está em discussões sobre a participação no sistema de defesa de mísseis Golden Dome, proposto por Trump. O presidente dos EUA, em uma rede social, sugeriu que a adesão ao projeto custaria US$ 61 bilhões se o Canadá permanecer como uma nação independente, mas seria gratuito se se tornasse o “51º estado” americano. A resposta do governo canadense reafirmou sua soberania, destacando que o país continuará a ser uma nação independente.

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