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Rússia planeja reiniciar operação da central nuclear de Zaporiyia em meio a conflitos

Rússia expande linhas de alta tensão em áreas ocupadas e ignora alertas sobre riscos na central nuclear de Zaporiyia, aumentando temores de desastre.

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A Rússia não pretende devolver a central nuclear de Zaporiyia à Ucrânia e, segundo um relatório da Greenpeace, construiu 90 km de linhas de alta tensão em áreas ocupadas. A próxima fase do plano é expandir essas linhas em direção a Melitópol, também sob controle russo. A central, que é a maior da Europa, enfrenta uma situação crítica, com seus seis reatores fora de operação devido a danos na rede elétrica e riscos constantes de ataques. Recentemente, um drone atingiu a área da central, aumentando as preocupações sobre a segurança. Greenpeace alerta que reativar a planta representa um alto risco de desastre nuclear, especialmente devido à falta de pessoal e ao precário estado das instalações. A organização pede que o OIEA se oponha ao reinício das operações em Zaporiyia.

A central nuclear de Zaporiyia, a maior da Europa, permanece sob controle russo desde 2022, levantando preocupações sobre sua segurança. Um relatório da Greenpeace, divulgado recentemente, revela que a Rússia construiu 90 quilômetros de linhas de alta tensão em áreas ocupadas, com planos de expansão para Melitópol.

As imagens de satélite indicam que a nova linha elétrica se estenderá cerca de 100 quilômetros para o oeste, conectando-se à cidade ucraniana também sob domínio russo. A situação na central é crítica, com incidentes militares frequentes e um déficit significativo de pessoal, comprometendo a operação segura da instalação.

O presidente da Rosatom, Alexéi Likhachev, afirmou que o objetivo é reiniciar a produção de energia em Zaporiyia e integrá-la ao sistema elétrico russo. Atualmente, os seis reatores da central estão inativos devido à destruição da rede elétrica e aos riscos constantes de ataques. O último relatório do Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA) confirmou que um drone atingiu a área da central, aumentando as preocupações sobre a segurança.

Greenpeace alerta para os perigos de reativar a central, destacando o alto risco de catástrofe nuclear. A organização enfatiza a necessidade de um número adequado de profissionais para garantir a operação segura da instalação, além de um manutenção precária devido aos anos de conflito. A Greenpeace pede ao OIEA que se oponha ao reinício das atividades em Zaporiyia, citando a ameaça de um desastre nuclear.

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