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Ehud Olmert denuncia crimes de guerra de Israel contra palestinos em Gaza

Ex-primeiro-ministro Ehud Olmert denuncia crimes de guerra em Gaza, enquanto 80% dos israelenses pedem o fim das hostilidades.

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O ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, criticou a guerra em Gaza, chamando as ações do governo de crimes de guerra e destacando a morte de muitos civis. Ele é o primeiro ex-líder israelense a se manifestar contra a guerra, que já resultou na morte de cerca de 50 mil palestinos desde o início do conflito em outubro de 2023, após ataques do Hamas que mataram 1,2 mil israelenses. Olmert afirmou que a guerra não tem propósito e que as vítimas palestinas estão em números alarmantes. Ele também criticou o plano do governo de ocupar a maior parte da Faixa de Gaza e forçar os civis a se mudarem para uma “zona humanitária”. Essa proposta foi rejeitada por muitos países, mas apoiada por membros da coalizão de Netanyahu. Além disso, a maioria da população israelense, cerca de 80%, pede o fim das hostilidades. O professor Michel Gherman comentou que as críticas de Olmert e outros ex-líderes refletem um crescente descontentamento na sociedade israelense, onde muitos reservistas se recusam a lutar em Gaza, considerando a guerra imoral.

TEL AVIV – O ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, criticou a guerra em Gaza, afirmando que o país está “cometendo crimes de guerra” contra os palestinos. Em um artigo publicado no jornal Haaretz, Olmert destacou que milhares de civis palestinos e soldados israelenses têm morrido devido às ações do atual primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu. Ele é o primeiro ex-chefe de governo israelense a se manifestar contra a guerra.

Olmert, que governou Israel entre dois mil e seis e dois mil e nove, descreveu a guerra como uma “matança indiscriminada” e uma “guerra sem propósito”. Ele afirmou que as vítimas palestinas estão atingindo “proporções monstruosas”, com cerca de 50 mil palestinos mortos desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, após os ataques do Hamas, que resultaram em 1,2 mil mortos em Israel.

Crescente Oposição Interna

A oposição interna em Israel também tem crescido, com 80% da população pedindo o fim das hostilidades. Olmert, que anteriormente defendia as ações israelenses em Gaza, agora não pode mais apoiar a política do governo. Ele criticou a estratégia de Netanyahu, que inclui a ocupação de 75% da Faixa de Gaza e a destruição da infraestrutura palestina.

O plano prevê que os civis de Gaza sejam realocados para uma “zona humanitária” em Rafah, com a condição de que aceitem uma “saída voluntária” do território. Essa proposta, que foi rejeitada por países árabes e ocidentais, é apoiada por membros da coalizão de Netanyahu, que já havia sugerido a expulsão de palestinos para a construção de assentamentos israelenses.

Críticas e Consequências

Olmert não está sozinho em suas críticas. Outros ex-líderes, como Ehud Barak, e o ex-comandante da IDF (Forças de Defesa de Israel), Yair Golan, também se manifestaram contra a guerra. Golan chegou a afirmar que o governo está enviando soldados para matar civis “por hobby”. A insatisfação com a guerra tem levado a um aumento no número de reservistas que se recusam a servir, com milhares já assinando cartas de protesto.

As declarações de Olmert e outros ex-líderes refletem uma mudança significativa na percepção pública sobre o conflito, que se tornou uma questão central na política israelense.

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