A Rússia mandou que livrarias devolvessem ou destruíssem 37 livros, incluindo obras de Jeffery Eugenides e Bridget Collins, por não estarem de acordo com as leis do país. A distribuidora Trading House BBM enviou uma carta alertando sobre as consequências se os livros não fossem retirados das prateleiras. A lista inclui títulos de autores como Slavoj Zizek e Ryu Murakami, além de escritores russos. A censura aumentou desde a invasão da Ucrânia, focando em livros com temas anti-guerra, LGBTQ e críticas ao governo. A carta exigia que os livros fossem devolvidos ou destruídos, com confirmação por escrito. Um funcionário de uma livraria comentou que não entendia o motivo da escolha dos livros. O chefe da editora Ripol Classic sugeriu que a lista estava ligada à lei anti-LGBT. Desde 2013, a Rússia proíbe a promoção de “orientações sexuais não tradicionais” para menores, e a lei foi ampliada para proibir a “propaganda LGBT” para todas as idades.
A Rússia intensificou a censura em sua cena literária, ordenando a retirada ou destruição de trinta e sete títulos, incluindo obras de Jeffery Eugenides e Bridget Collins. A medida foi anunciada por meio de uma carta enviada pela distribuidora Trading House BBM a livrarias, que devem cumprir a ordem imediatamente.
A lista de livros banidos inclui obras de autores renomados, como o filósofo esloveno Slavoj Zizek e o romancista japonês Ryu Murakami. A justificativa para a retirada é a suposta não conformidade com as leis russas, embora a carta não forneça detalhes específicos. Os livros abordam temas como sentimentos anti-guerra e LGBTQ, que têm sido alvo de crescente censura desde a invasão da Ucrânia.
Consequências da Censura
A carta da BBM alerta sobre “consequências adversas” caso as obras não sejam removidas das prateleiras. Livrarias devem cessar imediatamente as vendas e fornecer confirmação escrita da destruição dos exemplares. Um funcionário de uma das lojas que recebeu a notificação afirmou que não possui os títulos em estoque e expressou confusão sobre a escolha dos livros a serem banidos.
O editor da Ripol Classic, Sergei Makarenkov, sugeriu que a lista pode estar relacionada à lei anti-LGBT da Rússia, que foi ampliada desde o início do conflito na Ucrânia. Desde 2013, a promoção de “orientações sexuais não tradicionais” é proibida, e a legislação foi estendida para proibir a disseminação de “propaganda LGBT” para todas as idades.
Contexto Atual
A censura literária na Rússia se tornou uma prática comum, refletindo um clima de pânico moral no mercado. A situação se agrava com casos de editoras enfrentando processos judiciais, como o ocorrido com a Popcorn Books, que teve seus gerentes colocados sob prisão domiciliar. A repressão à liberdade de expressão continua a se intensificar, afetando a diversidade cultural e a liberdade artística no país.
Entre na conversa da comunidade