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Cuba critica diplomata dos EUA por encontros com opositores e dissidentes locais

Cuba critica diplomata dos EUA por encontros com opositores, enquanto Washington defende suas ações e planeja novas sanções.

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O governo de Cuba fez uma advertência ao diplomata americano Mike Hammer, acusando-o de agir de forma intervencionista e desrespeitosa. A reclamação surgiu após Hammer se encontrar com opositores políticos em Cuba, o que, segundo o regime, incita a população a cometer crimes e desafia a ordem do país. Hammer é o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, que não tem embaixador desde 1960. Apesar disso, os Estados Unidos defendem as ações de Hammer, afirmando que ele representa a política do governo americano e continuará a se reunir com cubanos que lutam por liberdade. O governo dos EUA também está preparando novas sanções contra Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba advertiu verbalmente o diplomata americano Mike Hammer, acusando-o de comportamento “intervencionista e desrespeitoso”. A advertência surge após Hammer se reunir com opositores políticos na ilha, prática que o governo cubano considera uma incitação a atos criminosos e uma violação da ordem constitucional.

Desde que assumiu o cargo há seis meses, Hammer tem promovido encontros com dissidentes, como Daniel Ferrer, em Santiago de Cuba. O governo cubano afirma que essas ações vão contra a Convenção de Viena, que regula as relações diplomáticas. “A imunidade da qual desfruta não pode ser utilizada para atos que violem a soberania de Cuba,” declarou Havana.

Os Estados Unidos, por sua vez, defendem as ações de Hammer. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que o diplomata representa a política externa de “America First” do presidente Donald Trump e que continuará a se reunir com “patriotas cubanos” que lutam pela liberdade. O governo Trump também está preparando novas sanções contra Havana.

A tensão entre os dois países aumenta em um momento crítico para Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica, com escassez de medicamentos e combustível. O regime cubano atribui a situação ao embargo americano, que já dura mais de sessenta anos e limita severamente transações financeiras e comércio.

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