O governo de Israel aprovou 22 novos assentamentos na Cisjordânia, a maior expansão em décadas. Muitos desses assentamentos já existiam como postos avançados, mas agora serão legalizados. Essa decisão gera preocupações sobre a paz e a criação de um Estado palestino. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a medida impede a formação de um Estado palestino que poderia ameaçar Israel. A presidência palestina chamou a ação de uma “escalada perigosa”. A organização israelense Peace Now criticou a decisão, dizendo que ela transformará a Cisjordânia e consolidará a ocupação. Desde 1967, Israel construiu cerca de 160 assentamentos na região, onde vivem aproximadamente 3,3 milhões de palestinos. A expansão dos assentamentos aumentou desde que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu voltou ao poder em 2022. A decisão de agora foi confirmada por Katz e pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que descreveram a ação como um “retorno histórico” a áreas evacuadas em 2005. A localização exata dos novos assentamentos não foi divulgada, mas mapas indicam que eles estarão espalhados pela Cisjordânia. A medida é vista como um obstáculo para a solução de dois Estados, que visa criar um Estado palestino ao lado de Israel. A Jordânia e o Reino Unido condenaram a decisão, considerando-a uma violação do direito internacional. Desde que o atual governo assumiu, foram aprovados 49 novos assentamentos e legalizados postos avançados. A Corte Internacional de Justiça já declarou que a presença de Israel na Cisjordânia é ilegal, mas o governo israelense discorda.
O governo israelense aprovou a construção de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, marcando a maior expansão em décadas. A decisão, anunciada pelos ministros da Defesa, Israel Katz, e das Finanças, Bezalel Smotrich, legaliza postos avançados existentes e cria novos assentamentos. Essa medida gera preocupações sobre a paz na região e a viabilidade de um futuro Estado palestino.
Os assentamentos, considerados ilegais pela maioria da comunidade internacional, são uma questão central no conflito entre israelenses e palestinos. Desde a Guerra dos Seis Dias, em mil novecentos e sessenta e sete, Israel construiu cerca de 160 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, onde residem aproximadamente 700 mil judeus. Estima-se que 3,3 milhões de palestinos vivam nas proximidades.
Katz afirmou que a expansão dos assentamentos é uma estratégia para impedir a criação de um Estado palestino, que, segundo ele, colocaria Israel em risco. A presidência palestina classificou a decisão como uma “escalada perigosa”, enquanto a organização israelense Peace Now a considerou a mais abrangente em mais de trinta anos, alertando que isso consolidará ainda mais a ocupação.
A medida foi confirmada em um comunicado que destaca o “retorno histórico” a assentamentos evacuados em dois mil e cinco. Nove dos novos assentamentos são completamente novos, incluindo Mount Ebal e Beit Horon Norte. A decisão ocorre em um contexto de aumento da expansão dos assentamentos desde que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu assumiu o cargo novamente, em dois mil e vinte e dois, à frente de uma coalizão de direita.
A aprovação dos novos assentamentos é vista como um obstáculo aos esforços para reavivar a solução de dois Estados, com uma cúpula franco-saudita planejada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) para o próximo mês. O Ministério das Relações Exteriores da Jordânia condenou a decisão, caracterizando-a como uma violação do direito internacional.
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