Um míssil russo atingiu a vila de Dolynka, na Ucrânia, matando uma criança de 9 anos e ferindo uma adolescente de 16. O governador da região de Zaporizhzhia, Ivan Fedorov, informou que a explosão destruiu uma casa e danificou outras construções. Enquanto isso, 14 pessoas ficaram feridas em ataques ucranianos na Rússia, incluindo quatro crianças, em cidades da região de Kursk. As tensões continuam, com a Ucrânia pronta para retomar negociações de paz em Istambul, mas o Kremlin ainda não apresentou um documento prometido sobre o fim da guerra, o que gera incertezas. O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, criticou a Rússia por não fornecer o memorando necessário para as negociações.
Um míssil russo atingiu a vila de Dolynka, na linha de frente da região de Zaporizhzhia, neste sábado, 31, resultando na morte de uma criança e ferindo outra. O ataque ocorreu em meio a discussões sobre uma nova rodada de negociações de paz em Istambul, proposta por Moscou.
A Força Aérea ucraniana informou que durante a noite e ao longo do sábado, tropas russas lançaram cerca de 109 drones e cinco mísseis contra a Ucrânia. As defesas aéreas conseguiram destruir três mísseis e 42 drones, enquanto outros 30 drones não causaram danos. O governador de Zaporizhzhia, Ivan Fedorov, relatou que a explosão destruiu uma casa e danificou várias outras construções.
Enquanto isso, na Rússia, 14 pessoas ficaram feridas em ataques ucranianos na cidade de Rylsk e na vila de Artakovo, na região de Kursk. Entre os feridos, estão quatro crianças. O governador interino, Alexander Khinshtein, informou que os ataques provocaram incêndios em edifícios residenciais.
Negociações de Paz
Na sexta-feira, Andrii Yermak, assessor do presidente ucraniano, afirmou que Kyiv está disposta a retomar as negociações diretas com a Rússia em Istambul na próxima segunda-feira. Contudo, ele destacou que o Kremlin deve apresentar um memorando com sua posição sobre o fim do conflito, que já dura mais de três anos.
O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, criticou a Rússia por não fornecer o documento prometido, afirmando que isso mina os esforços diplomáticos. Ele descreveu a postura russa como “absolutamente bizarra” e sem clareza sobre o formato das negociações. Moscou havia afirmado anteriormente que entregaria o memorando durante as discussões.
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