Um novo relatório da Equipe de Monitoramento de Sanções Multilaterais da ONU revelou que a Coreia do Norte enviou 14 mil soldados, 9 milhões de munições e 100 mísseis para a Rússia durante a guerra na Ucrânia. Essa colaboração entre os dois países é considerada ilegal, pois viola sanções da ONU. O relatório destaca que a Coreia do Norte ajudou a Rússia a aumentar seus ataques contra cidades ucranianas, incluindo Kiev e Zaporizhzhia. Em troca, a Rússia forneceu tecnologia militar à Coreia do Norte, como equipamentos de defesa aérea e mísseis antiaéreos. Apesar das evidências, ambos os países negam oficialmente a transferência de armas. O relatório também menciona que a cooperação militar deve continuar no futuro, e os países-membros da ONU pediram à Coreia do Norte que busque diálogo diplomático.
Um novo relatório da Equipe de Monitoramento de Sanções Multilaterais (MSMT), divulgado na última quinta-feira, revela que a Coreia do Norte enviou à Rússia 14 mil soldados, 100 mísseis e 9 milhões de munições durante a guerra na Ucrânia. O documento, que envolve 11 países da ONU, destaca que ambos os países estão violando sanções internacionais.
O relatório indica que, em 2024, a Coreia do Norte forneceu 9 milhões de cartuchos de artilharia e enviou mais de 11 mil soldados no ano passado, além de outros 3 mil nos primeiros meses de 2025. O material bélico incluía lançadores de foguetes, veículos e canhões autopropulsados, que foram utilizados em ataques contra a infraestrutura civil da Ucrânia, incluindo cidades como Kiev e Zaporizhzhia.
Cooperação Militar
Essas ações de cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia têm contribuído para o aumento da capacidade de Moscou em realizar ataques com mísseis. Em troca do apoio militar, a Rússia forneceu à Coreia do Norte armamentos e tecnologias, como equipamentos de defesa aérea e sistemas de guerra eletrônica. O relatório destaca que essas transferências permitem que a Coreia do Norte desenvolva ainda mais seus programas de mísseis balísticos, desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu em abril que tropas norte-coreanas participaram de combates na região de Kursk. Apesar das evidências, tanto a Rússia quanto a Coreia do Norte negam oficialmente qualquer transferência de armas. No entanto, os dois países firmaram um pacto de defesa, comprometendo-se a fornecer assistência militar imediata em caso de ataque.
Implicações Internacionais
Os membros da MSMT, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Japão, instaram a Coreia do Norte a se envolver em diplomacia significativa. A cooperação militar entre os dois países levanta preocupações sobre as implicações a longo prazo para a segurança regional e global. Recentemente, os aliados da Ucrânia suspenderam a proibição de disparar mísseis de longo alcance contra a Rússia, em resposta à intensificação dos bombardeios russos.
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