Movimentos sociais, como os sindicatos e o feminismo, sempre precisaram estabelecer prioridades para ter sucesso. Os sindicatos lutaram pela jornada de oito horas e o feminismo busca a igualdade de direitos entre homens e mulheres. No entanto, nos últimos quatro anos, o movimento feminista internacional não tem dado a devida atenção à situação das mulheres e meninas afegãs, que enfrentam graves violações de direitos sob o regime talibã. A comunidade internacional não conseguiu proteger mais de 20 milhões de mulheres e meninas no Afeganistão, e o movimento feminista não priorizou essa luta, perdendo força devido a divisões internas e retrocessos em países onde o feminismo parecia mais forte. Enquanto isso, as vozes das mulheres afegãs foram ignoradas em favor de debates ideológicos que não abordam suas necessidades urgentes. A situação se agrava com a falta de mobilização e apoio efetivo por parte do feminismo global, que parece mais focado em questões culturais do que na defesa dos direitos humanos das mulheres.
Movimento Feminista Ignora Crise das Mulheres Afegãs
Nos últimos quatro anos, o movimento feminista internacional não priorizou a luta pelos direitos das mulheres e meninas afegãs, que enfrentam severas violações sob o regime talibã. A fragmentação ideológica interna do movimento contribuiu para essa negligência.
Historicamente, movimentos sociais, como os sindicatos e o feminismo, estabeleceram prioridades claras, como a jornada de oito horas e a igualdade de direitos. No entanto, a luta pelas mulheres afegãs, que somam mais de 20 milhões, não tem sido uma prioridade. Desde a retirada das forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em agosto de 2021, o regime talibã intensificou a opressão, eliminando os avanços conquistados anteriormente.
A falta de mobilização do movimento feminista em relação à situação no Afeganistão é alarmante. Apenas um quarto do Parlamento de Kabul era composto por mulheres antes da volta dos talibãs ao poder, e mais de 100 mil mulheres ocupavam cargos em prefeituras. Esse cenário mudou drasticamente, e a comunidade internacional não conseguiu proteger esses direitos.
A fragmentação do movimento feminista também é um fator crítico. Debates ideológicos sobre questões como a relação entre feminismo e movimentos queer e trans têm ofuscado a luta por direitos humanos básicos. A escritora Najat el Hachmi destacou a urgência de priorizar a defesa dos direitos das mulheres em contextos como o do Afeganistão, em vez de se perder em discussões culturais.
A ausência de grandes manifestações de apoio e a falta de pressão sobre governos e organizações internacionais refletem um movimento feminista que se afastou de suas prioridades fundamentais. As mulheres e meninas afegãs permanecem em uma situação de abandono, enquanto o movimento se distrai com questões menos urgentes.
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