O embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor da OMC, afirmou que o Brasil precisa equilibrar suas relações com a China e os Estados Unidos. Ele destacou os riscos do afastamento entre essas potências e sugeriu que o Brasil pode se tornar um parceiro estratégico da China no fornecimento de alimentos, enquanto busca diversificar seus mercados. Azevêdo comentou sobre a recente aproximação política entre o presidente Lula e líderes globais, como Xi Jinping e Vladimir Putin, e ressaltou a importância de manter boas relações com os EUA. Ele acredita que o Brasil deve maximizar oportunidades com ambos os países, especialmente em áreas como biocombustíveis e minerais críticos, e que é essencial ter uma estratégia clara de diversificação de mercados, considerando as incertezas do cenário global.
PARIS – O embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), destacou a importância de o Brasil manter um equilíbrio nas relações com a China e os Estados Unidos. A declaração ocorreu durante o encontro anual Choose France, em Paris, onde Azevêdo participou de discussões com líderes globais.
Azevêdo alertou sobre os riscos do afastamento entre EUA e China, enfatizando que o Brasil pode se posicionar como um parceiro estratégico para a China no setor de alimentos. Ele ressaltou que a demanda chinesa por produtos alimentícios é politicamente sensível e que o Brasil pode atender a essa necessidade.
O ex-diretor da OMC também comentou sobre a recente aproximação política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês, Xi Jinping, após as visitas de Lula a líderes globais, incluindo o russo Vladimir Putin. Azevêdo pediu cautela para que essa relação não seja vista como um antagonismo aos EUA.
O impacto das relações comerciais entre EUA e China pode afetar o Brasil, especialmente no curto prazo. Azevêdo mencionou que acordos comerciais entre as duas potências podem influenciar a estratégia de exportação brasileira, mas não devem alterar a visão de longo prazo do país.
Ele enfatizou a necessidade de diversificação de mercados para o Brasil, considerando as incertezas geopolíticas e econômicas atuais. Azevêdo concluiu que o Brasil deve maximizar oportunidades com ambos os países, mantendo um equilíbrio nas relações internacionais em um cenário de crescente desconfiança entre blocos.
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