O impeachment do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol revelou divisões na sociedade, especialmente entre grupos cristãos. Os evangélicos foram grandes apoiadores de Yoon, enquanto o Conselho Nacional de Igrejas da Coreia celebrou a decisão do tribunal que restaurou a democracia. O cristianismo é uma força importante na Coreia do Sul, com cerca de 30% da população se identificando como cristã. As igrejas evangélicas, que têm laços com os Estados Unidos, se opõem aos direitos LGBT+, mas um número crescente de padres progressistas começou a apoiar a comunidade LGBT+. A diversidade dentro da comunidade cristã sul-coreana é notável, com fiéis se alinhando tanto com progressistas quanto com conservadores em diferentes questões.
O impeachment do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol expôs divisões significativas na sociedade, especialmente entre grupos cristãos. Os evangélicos, que apoiaram Yoon após sua tentativa de impor lei marcial, se destacaram em manifestações organizadas pelo pastor de extrema direita Jeon Kwang-hoon. Em contrapartida, o Conselho Nacional de Igrejas da Coreia, um órgão ecumênico, celebrou a decisão do tribunal constitucional que restaurou a democracia.
O cristianismo na Coreia do Sul, que representa cerca de 30% da população, é uma força influente, embora suas divisões sejam mais evidentes atualmente. Enquanto grupos protestantes frequentemente se alinharam a regimes autoritários, os católicos apoiaram a democratização nos anos 80. A diversidade dentro da comunidade cristã é crescente, com evangélicos resistindo a direitos LGBT+ e um número crescente de padres progressistas se manifestando em apoio à comunidade.
Divisões e Influências
As megaigrejas evangélicas, ligadas a movimentos nos Estados Unidos, têm uma forte influência política. O pastor Lee Dong-hwan, excomungado por apoiar os direitos LGBT+, observa que as igrejas evangélicas congregam grandes grupos de eleitores. Recentemente, um pequeno, mas crescente, número de padres progressistas tem se manifestado em apoio às paradas do orgulho gay. Lee afirma que “Jesus aceitou todas as pessoas” e questiona de que lado ele estaria hoje.
O cristianismo na Ásia, embora minoritário, está em crescimento. A população cristã na região aumentou em média 1,6% ao ano entre 2020 e 2025. O papa Francisco visitou o Sudeste Asiático em novembro do ano passado, destacando a importância crescente da região para o cristianismo. Líderes cristãos emergem na Ásia, com missionários sul-coreanos entre os mais ativos globalmente.
O Futuro do Cristianismo na Coreia do Sul
A influência do cristianismo na educação e nas elites é notável. Cerca de 70% dos presidentes sul-coreanos no pós-guerra eram cristãos. A diversidade de opiniões dentro das igrejas reflete a polarização da sociedade sul-coreana. A comunidade cristã, que abrange desde a extrema direita até a esquerda, continua a desempenhar um papel crucial nas questões sociais e políticas do país.
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