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Exército de Israel impede acesso de jornalistas a aldeias palestinas retratadas em filme premiado

Exército de Israel bloqueia acesso de jornalistas a Masafer Yatta, área retratada no documentário "Sem Chão", após destruição de aldeias.

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Os diretores do documentário “Sem Chão”, que ganhou um Oscar, foram impedidos pelo exército de Israel de levar jornalistas a Masafer Yatta, uma área da Cisjordânia que retrata a vida dos palestinos. Durante uma excursão, o jornalista Yuval Abraham filmou a ação militar, que alegou que a proibição era para “manter a ordem”. Basel Adra, um dos diretores, tentou explicar que queria mostrar sua casa, mas os soldados não permitiram a entrada da imprensa. A situação na região se agravou recentemente, com a destruição de aldeias e a invasão de colonos. Adra e Abraham criticaram a ação militar, afirmando que a proibição de jornalistas é uma tentativa de esconder a violência e a destruição que os palestinos enfrentam. Além disso, um dos diretores, Hamdan Ballal, já havia sido agredido e preso em Masafer Yatta, o que mostra a crescente tensão na área após o sucesso do documentário.

O exército de Israel impediu jornalistas de acessar a região de Masafer Yatta, na Cisjordânia, durante uma excursão organizada pelos diretores do documentário vencedor do Oscar, Sem Chão. A visita, realizada na segunda-feira, dois de junho, tinha como objetivo mostrar a realidade dos palestinos na área, marcada por violência e demolições.

Os diretores, Yuval Abraham e Basel Adra, tentaram dialogar com os militares, que alegaram a necessidade de “manter a ordem”. Adra questionou a proibição, afirmando que sua casa estava na região e que havia convidado os jornalistas para visitá-la. O soldado, no entanto, informou que a imprensa deveria deixar o local em dez minutos.

A situação em Masafer Yatta se agravou recentemente com a destruição de aldeias e a invasão de colonos. Em março, Hamdan Ballal, outro diretor do filme, foi agredido por colonos e preso por soldados israelenses na mesma área. Ele acredita que a agressão foi uma retaliação pela produção do documentário.

Os diretores expressaram preocupação com a crescente violência e a restrição de acesso à região. Abraham afirmou que a situação é uma tentativa de “minimizar o espaço disponível para os palestinos” e criticou a falta de ação da comunidade internacional. Adra também ressaltou que a presença militar impede que jornalistas documentem a violência e as violações de direitos humanos na área.

A proibição de acesso aos jornalistas ocorre em um contexto de intensificação dos conflitos em Masafer Yatta, onde a destruição de comunidades palestinas e a expansão de assentamentos israelenses têm sido frequentes.

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