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Pesquisadores brasileiros constatam aquecimento no Ártico durante expedição em 2023

Expedição brasileira ao Ártico revela aquecimento inesperado, enquanto EUA enfrentam cortes em pesquisa e Rússia se alia à China.

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O professor Luiz Rosa, da UFMG, participou da primeira expedição oficial do Brasil ao Ártico em 2023 e ficou surpreso com o calor da região, que apresentava muita vegetação e pouca neve. O derretimento do gelo no Ártico pode agravar as mudanças climáticas, e a pesquisa nessa área enfrenta desafios, especialmente com os cortes na NOAA, que demitiu e recontratou funcionários em um cenário de redução orçamentária. O NSIDC, que monitora o gelo do Ártico, também anunciou dificuldades em manter seus dados devido a limitações financeiras. A Rússia, que possui grande parte do território ártico, está isolada após a invasão da Ucrânia, o que dificultou a colaboração científica. Apesar disso, a Rússia se aliou à China, que tem recursos para investir em pesquisa, enquanto os EUA perdem sua liderança na área. A professora Ana Flávia Barros-Platiau ressalta a importância da colaboração internacional na ciência, que está sendo afetada por tensões políticas.

O professor Luiz Rosa, do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), participou da primeira expedição oficial do Brasil ao Ártico em 2023. A equipe visitou o arquipélago de Svalbard, na Noruega, e encontrou um cenário surpreendentemente quente, com muita vegetação, pouca neve e gelo. O derretimento do gelo no Ártico pode agravar as mudanças climáticas, e os pesquisadores ainda buscam entender os impactos dessa transformação.

Os Estados Unidos, historicamente líderes em pesquisas sobre mudanças climáticas, enfrentam desafios. O presidente Donald Trump tem negado a existência das mudanças climáticas e promovido cortes na Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). Em fevereiro de 2023, cerca de oitocentos funcionários foram demitidos, e a NOAA anunciou dificuldades em manter dados essenciais sobre o gelo do mar. O Centro de Dados Nacional para Neve e Gelo (NSIDC) dos EUA informou que não conseguiria atualizar informações cruciais devido a limitações orçamentárias.

A situação se complica com a Rússia, que, após a invasão da Ucrânia, se isolou no Conselho do Ártico. A Rússia controla cinquenta e três por cento da linha costeira do Ártico, e a falta de acesso a seu território prejudica a coleta de dados. Luiz Rosa mencionou que a equipe não pôde coletar material em áreas específicas devido à presença de assentamentos russos. A Rússia, por sua vez, se aliou à China, que possui recursos e interesse em investir na pesquisa ártica.

A professora Ana Flávia Barros-Platiau, da Universidade de Brasília (UnB), destacou a importância da colaboração internacional em ciência. Apesar das tensões políticas, a pesquisa científica no Ártico continua, embora com desafios significativos. A desconfiança em relação à China pode dificultar sua ascensão como nova líder na pesquisa climática, mesmo com sua capacidade técnica.

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