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Estudo revela que Rússia pode atingir 1 milhão de soldados mortos ou feridos na Ucrânia

Cerca de 1 milhão de soldados russos foram mortos ou feridos na invasão da Ucrânia, revelando a fragilidade das táticas de Putin.

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Um estudo recente do CSIS revelou que quase 1 milhão de soldados russos foram mortos ou feridos na invasão da Ucrânia, com cerca de 250 mil mortos. O estudo, publicado em Washington, destaca a ineficácia das táticas russas e a crescente vulnerabilidade do presidente Putin. A guerra, que começou em 2022, se tornou um conflito prolongado, com altas taxas de baixas para ambos os lados. A Ucrânia também sofreu quase 400 mil baixas, com entre 60 mil e 100 mil mortes. A pesquisa indica que a Rússia tem avançado lentamente, ocupando apenas 1% do território ucraniano desde janeiro de 2024. Para lidar com as altas perdas, o Kremlin tem recrutado prisioneiros e soldados de países aliados, mas evita mobilizar os filhos da elite russa. Apesar de ter a iniciativa no conflito, a Rússia enfrenta dificuldades para obter vitórias decisivas. A principal esperança de Moscou é que os Estados Unidos cortem a ajuda à Ucrânia.

Quase 1 milhão de soldados russos foram mortos ou feridos na invasão da Ucrânia, segundo um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). O relatório, publicado na terça-feira, revela que 250 mil soldados russos perderam a vida desde o início do conflito em 2022. Este número alarmante destaca a ineficácia das táticas militares de Vladimir Putin e sua crescente vulnerabilidade.

O estudo estima que a Rússia deve atingir a marca de 1 milhão de baixas neste verão. A guerra na Ucrânia, que se intensificou após a resistência inicial de Kyiv, se tornou um conflito de desgaste, com a Rússia enfrentando perdas significativas. A análise do CSIS indica que a taxa de fatalidade na guerra atual é a mais alta desde a Segunda Guerra Mundial.

A Ucrânia, por sua vez, também sofreu quase 400 mil baixas, com estimativas de mortes entre 60 mil e 100 mil. Embora Kyiv não divulgue detalhes sobre suas perdas, os números do CSIS estão alinhados com avaliações de inteligência do Reino Unido e dos Estados Unidos. Em março, o Ministério da Defesa britânico estimou que a Rússia havia registrado cerca de 900 mil baixas.

Desempenho Militar da Rússia

O estudo do CSIS refuta a ideia de que a Rússia está em uma posição vantajosa na guerra. A análise mostra que o desempenho militar de Moscou foi relativamente fraco, com ganhos territoriais mínimos e perdas significativas de equipamentos. Desde janeiro de 2024, a Rússia conquistou apenas 1% do território ucraniano, um avanço considerado insignificante.

Para lidar com as altas taxas de baixas, o Kremlin tem recrutado prisioneiros e aceitado soldados da Coreia do Norte. No entanto, as elites de Moscou e São Petersburgo permanecem intocadas, enquanto os recrutamentos ocorrem em regiões mais pobres do país. O estudo sugere que Putin considera esses soldados mais descartáveis, evitando descontentamento entre sua base de apoio.

Consequências da Guerra Prolongada

Com a guerra se estendendo para seu quarto ano, o CSIS alerta que o custo humano da campanha militar pode se tornar uma vulnerabilidade para Putin. Apesar de a Rússia ter mantido a iniciativa no conflito, a natureza de desgaste da guerra deixou poucas oportunidades para avanços decisivos. A principal esperança de Moscou para vencer a guerra parece depender da interrupção do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia.

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