Um ataque israelense ao hospital al-Ahli em Gaza matou cinco pessoas, incluindo três jornalistas. O ataque gerou condenações internacionais e acusações de crimes de guerra contra Israel. O exército israelense afirmou que atingiu um membro do grupo islâmico Jihad Islâmica que operava de um centro de comando no local. A ação também feriu 30 pessoas, incluindo funcionários do hospital. Organizações de jornalistas criticaram a situação, afirmando que Israel tem atacado a imprensa e dificultado o trabalho dos repórteres na região. Desde o início do conflito, mais de 54 mil pessoas morreram em Gaza, segundo autoridades locais.
Um ataque israelense ao hospital al-Ahli em Gaza resultou na morte de cinco pessoas, incluindo três jornalistas, na manhã de quinta-feira, 7 de outubro de 2023. O ataque foi confirmado pela Igreja Anglicana, que administra o hospital. As vítimas incluem um pai que acompanhava seu filho para uma cirurgia e mais um civil.
A ação gerou condenações internacionais e acusações de crimes de guerra contra Israel. A Diocese Episcopal de Jerusalém expressou sua indignação, afirmando que o ataque feriu também trinta pessoas, incluindo quatro funcionários do hospital. A União dos Jornalistas Palestinos classificou o ataque como uma “guerra total” contra a imprensa.
O exército israelense justificou o ataque, alegando que atingiu um combatente da Jihad Islâmica Palestina (PIJ) que operava em um centro de comando no pátio do hospital. No entanto, a organização de jornalistas afirmou que o ataque visou diretamente uma tenda de mídia. Vídeos mostraram socorristas tentando ajudar as vítimas no local.
Mais de 130 organizações de liberdade de imprensa, incluindo a BBC, pediram acesso imediato para jornalistas em Gaza. O grupo destacou que, nos últimos 20 meses, Israel negou acesso a jornalistas fora do território, uma situação sem precedentes em conflitos modernos. Desde o início do conflito, cerca de duzentos jornalistas foram mortos, e muitos enfrentam ameaças constantes.
A situação em Gaza continua crítica, com a Hamas-run Civil Defence reportando pelo menos 37 mortes em ataques israelenses em várias localidades. Além disso, a Fundação Humanitária de Gaza anunciou a reabertura de centros de distribuição de ajuda, após um fechamento temporário devido a incidentes de segurança. A população de Gaza enfrenta níveis catastróficos de fome após um bloqueio quase total de três meses.
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