Gyaltsen Norbu, o Panchen Lama nomeado pela China, se encontrou com o presidente Xi Jinping em Beijing e reafirmou seu compromisso com o Partido Comunista. Durante a reunião, ele declarou que apoiará a “sinicização” do budismo e a unidade nacional, em meio a críticas sobre os direitos humanos no Tibete. O encontro ocorreu em um […]
Gyaltsen Norbu, o Panchen Lama nomeado pela China, se encontrou com o presidente Xi Jinping em Beijing e reafirmou seu compromisso com o Partido Comunista. Durante a reunião, ele declarou que apoiará a “sinicização” do budismo e a unidade nacional, em meio a críticas sobre os direitos humanos no Tibete.
O encontro ocorreu em um momento delicado, marcando os trinta anos do desaparecimento de Gedhun Choekyi Nyima, o Panchen Lama escolhido pelo Dalai Lama. Nyima e sua família foram sequestrados em 1995, e sua localização permanece desconhecida. O governo chinês afirma que ele vive uma vida normal, mas não apresentou evidências.
Gyaltsen Norbu, que tem se mostrado raramente em público, prometeu contribuir para a promoção da unidade nacional e a modernização do Tibete. Ele enfatizou a importância de seguir as diretrizes do Partido Comunista e de promover a “sinicização” das religiões, um esforço para alinhar as práticas religiosas à cultura chinesa.
Xi Jinping, por sua vez, destacou a necessidade de fortalecer a comunidade tibetana dentro da nação chinesa e avançar na sinicização do budismo. O governo chinês busca controlar a sucessão do Dalai Lama, que vive em exílio na Índia desde 1959, e tem sido uma figura central na luta pela autonomia tibetana.
A situação no Tibete continua a ser um ponto de tensão internacional, com os Estados Unidos e outras nações criticando a repressão das liberdades religiosas e culturais na região. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou a necessidade de libertar Gedhun Choekyi Nyima e acabar com a perseguição aos tibetanos.
Entre na conversa da comunidade