Em 2025, tropas russas tomaram uma mina de carvão essencial para a indústria de aço da Ucrânia. A mina, localizada na cidade de Pokrovsk, na região de Donetsk, é um alvo frequente de ataques da artilharia ucraniana, que utiliza obuses de fabricação soviética. A situação se agrava com a crescente dependência da Ucrânia de suprimentos […]
Em 2025, tropas russas tomaram uma mina de carvão essencial para a indústria de aço da Ucrânia. A mina, localizada na cidade de Pokrovsk, na região de Donetsk, é um alvo frequente de ataques da artilharia ucraniana, que utiliza obuses de fabricação soviética. A situação se agrava com a crescente dependência da Ucrânia de suprimentos militares dos Estados Unidos, em meio a incertezas sobre o futuro desse apoio.
Os soldados ucranianos, liderados pelo comandante conhecido como Odin, enfrentam desafios diários. Eles operam obuses 2S7 Pion e estão sem munição soviética há mais de um ano, dependendo exclusivamente de armamentos fornecidos pelos EUA. “Se Washington parar de enviar munição, vamos para casa,” afirma Kondor, um dos comandantes de bateria. A falta de munição adequada pode comprometer a presença dos obuses na linha de frente, já que não existem alternativas compatíveis com a OTAN.
A produção de aço na Ucrânia sofreu uma queda de mais de 70% desde o início da invasão russa, com a destruição de fábricas-chave. A mina capturada é vital para a produção de coque, um combustível derivado do carvão utilizado em fornos metalúrgicos. Oligarcas como Rinat Akhmetov controlam empresas como a Metinvest, que são fundamentais para a indústria de aço do país.
Os soldados, que vivem em bunkers improvisados, relatam a falta de alívio nas suas posições. “Estamos longe da civilização,” lamenta Kondor, mas enfatiza que “é proibido estar cansado aqui.” As condições são difíceis, e a rotina inclui ataques de artilharia e a espera por suprimentos. A situação é tensa, com drones de reconhecimento russos monitorando a área, dificultando os deslocamentos.
A incerteza sobre o futuro do apoio militar dos EUA paira sobre os soldados. “Temos munição para seis meses,” afirmam as autoridades militares de Kyiv, mas a possibilidade de um corte no fornecimento gera preocupação. Recentemente, a Ucrânia firmou um acordo com os EUA para a exploração de seus recursos naturais, na esperança de que o apoio econômico continue, mesmo que por interesses comerciais.
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