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Washington sedia World Pride, mas preocupações com segurança afastam visitantes

Preocupações com segurança e políticas de Trump afetam a participação no World Pride em Washington, que esperava atrair milhões de visitantes.

Washington sedia o World Pride em 2025, celebrando os cinquenta anos da primeira marcha do Orgulho na cidade. O evento, que esperava atrair três milhões de visitantes e gerar R$ 800 milhões para a economia local, enfrenta desafios devido a preocupações de segurança, especialmente entre a comunidade trans. A participação internacional está em risco, com […]

Washington sedia o World Pride em 2025, celebrando os cinquenta anos da primeira marcha do Orgulho na cidade. O evento, que esperava atrair três milhões de visitantes e gerar R$ 800 milhões para a economia local, enfrenta desafios devido a preocupações de segurança, especialmente entre a comunidade trans.

A participação internacional está em risco, com alguns viajantes optando por não comparecer devido a temores relacionados às políticas da administração Trump. Alice Siregar, uma analista de dados transgênero de Montreal, afirmou que viajar para os Estados Unidos é um risco. Ela não conseguiu renovar seu passaporte americano devido a novas regras que dificultam a mudança de gênero em documentos oficiais.

Organizações LGBTQ emitiram alertas de viagem, e vários governos europeus, como Alemanha e Dinamarca, aconselharam cidadãos trans e não-binários a evitarem os Estados Unidos. A Egale Canada, uma das maiores instituições LGBTQ do Canadá, decidiu não participar do evento por preocupações com a segurança de sua equipe.

A administração Trump tem revogado proteções LGBTQ, incluindo a proibição de pessoas trans no serviço militar e a suspensão de financiamento para cuidados de saúde de jovens trans. O evento em Washington contará com um perímetro fechado e detectores de armas, além de um aumento na presença da polícia local.

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, reconheceu que muitos visitantes se sentem inseguros, mas enfatizou a importância de não viver com medo. Kelly Laczko, co-proprietária de um restaurante LGBTQ, também aumentou a segurança, refletindo a atmosfera tensa. Apesar das dificuldades, Siregar e Laczko incentivam a participação, afirmando que a alegria pode ser uma forma de resistência.

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