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Long Tieng: a história secreta da base da CIA no Laos e seu legado atual

Long Tieng, um marco da Guerra Fria, agora enfrenta os desafios das munições não detonadas que ainda afetam a vida local.

Long Tieng, em Laos, foi um centro estratégico da guerra secreta dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. A CIA apoiou o exército Hmong em sua luta contra forças comunistas entre as décadas de 1960 e 1970. Hoje, a vila, situada a cerca de 80 quilômetros de Vientiane, é tranquila, mas enfrenta desafios devido a […]

Long Tieng, em Laos, foi um centro estratégico da guerra secreta dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. A CIA apoiou o exército Hmong em sua luta contra forças comunistas entre as décadas de 1960 e 1970. Hoje, a vila, situada a cerca de 80 quilômetros de Vientiane, é tranquila, mas enfrenta desafios devido a munições não detonadas da guerra.

O que resta do passado militar de Long Tieng é um aeroporto em ruínas, que já foi um dos mais movimentados do mundo, com até novecentos voos diários. Atualmente, a pista serve como um centro comunitário, onde crianças brincam e agricultores trabalham. A vida local é marcada pela agricultura, com lojas que vendem produtos feitos de metal de bombas reaproveitado.

A história de Long Tieng é marcada por operações secretas da CIA. O general Vang Pao liderou o exército Hmong, realizando operações de guerrilha contra as forças comunistas. A base foi um ponto crucial para o transporte de suprimentos e apoio aéreo, apesar de sua existência ser desconhecida até mesmo por muitos envolvidos na guerra.

Os impactos da guerra ainda são sentidos na região. Estima-se que cerca de trinta por cento das munições lançadas em Laos durante o conflito não detonaram, representando um risco contínuo para a população. Desde 1995, os Estados Unidos investiram mais de R$ 2,1 bilhões em programas de destruição de armas convencionais, mas a incerteza sobre o financiamento futuro persiste.

A visita a Long Tieng revela um contraste entre o passado e o presente. A vila, que já abrigou trinta mil pessoas, agora é composta por pequenas propriedades familiares. O armazém do general Pao, que ainda se mantém, é um lembrete silencioso da complexidade da história da região. A comunidade, embora marcada por seu passado, busca um futuro mais seguro e próspero.

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