Maurice Kamto, líder da oposição em Camarões, está cercado pela polícia em Douala desde seu retorno da França, onde participou de um comício. Ele foi impedido de se encontrar com membros de seu partido, o Movimento de Renascimento Camaronês (CRM), devido à forte presença policial. Kamto, que planeja concorrer à presidência nas eleições deste ano, […]
Maurice Kamto, líder da oposição em Camarões, está cercado pela polícia em Douala desde seu retorno da França, onde participou de um comício. Ele foi impedido de se encontrar com membros de seu partido, o Movimento de Renascimento Camaronês (CRM), devido à forte presença policial.
Kamto, que planeja concorrer à presidência nas eleições deste ano, enfrenta questionamentos sobre sua elegibilidade. A legislação camaronense exige que partidos políticos tenham representantes eleitos para que seus líderes possam concorrer. Atualmente, o CRM não possui representantes eleitos, o que levanta dúvidas sobre a candidatura de Kamto.
Após a eleição de 2018, Kamto passou nove meses detido, acusado de insurreição após protestos de seus apoiadores que alegaram manipulação do pleito em favor do presidente Paul Biya, que está no poder há 42 anos. O governo negou as acusações de fraude.
Durante seu comício em Paris, Kamto prometeu proteger Biya e sua família caso vença as eleições, afirmando que não tem tempo para o ódio e deseja construir um Camarões melhor. Essas declarações foram criticadas por membros do partido governante, que consideraram suas palavras “patéticas”.
A segurança foi intensificada em Douala após o retorno de Kamto, com a polícia restringindo o acesso ao local onde ele se encontrava. Ele afirmou que havia informado as autoridades sobre sua visita e que a reunião com seu partido era autorizada. Organizações de direitos humanos condenaram a repressão ao dissentimento no país, onde também ocorre uma insurgência separatista nas regiões de língua inglesa.
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