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Mundo registra em 2024 o maior número de conflitos armados desde 1945

O mundo atinge em 2024 o recorde de 61 conflitos armados, com 129 mil mortes, exigindo ação urgente das potências globais.

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Em 2024, o mundo enfrenta o maior número de conflitos armados desde 1945, com 61 guerras em 36 países, segundo um relatório do Instituto de Pesquisas de Paz de Oslo. Esse número aumentou em relação aos 59 conflitos de 2023. As guerras, que envolvem pelo menos um Estado, causaram cerca de 129 mil mortes, tornando este ano o quarto mais letal desde o fim da Guerra Fria. Os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza foram os principais responsáveis por esse aumento. A África tem o maior número de conflitos, com 28, seguida pela Ásia com 17, Oriente Médio com 10, Europa com 3 e Américas com 2, destacando Colômbia e Haiti. Além disso, houve 74 confrontos entre grupos não estatais, uma leve queda em relação aos 80 do ano anterior, com as Américas registrando quase 13 mil mortes, a maior parte ligada a grupos criminosos. Diante desse cenário, o PRIO pede mais engajamento das potências globais, criticando a política isolacionista de Donald Trump, que voltou à presidência, e alertando que isso pode afetar a estabilidade mundial.

O mundo enfrenta, em 2024, o maior número de conflitos armados desde 1945, com um total de 61 guerras em 36 países, conforme relatório do Instituto de Pesquisas de Paz de Oslo (PRIO). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, revela um aumento em relação aos 59 conflitos registrados em 2023. A principal responsável pela pesquisa, Siri Aas Rustad, destaca que essa tendência reflete uma mudança estrutural no cenário global, tornando o mundo mais violento e fragmentado.

O relatório indica que as guerras, com a participação de pelo menos um Estado, resultaram em aproximadamente 129 mil mortes no último ano, tornando 2024 o quarto ano mais letal desde o fim da Guerra Fria. Os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza foram os principais responsáveis por esse aumento. A África lidera em número de conflitos estatais, com 28, seguida pela Ásia (17), Oriente Médio (10), Europa (3) e Américas (2), onde se destacam a Colômbia e o Haiti.

Conflitos Não Estatais

Além dos conflitos estatais, o relatório aponta 74 episódios de confrontos entre grupos não estatais, como milícias e gangues, uma leve queda em relação aos 80 de 2023. As Américas foram a região mais afetada, com quase 13 mil mortes, representando 74% do total global. A violência está intimamente ligada à atuação de grupos criminosos organizados, como facções armadas e cartéis de drogas.

Diante desse cenário alarmante, o PRIO faz um apelo por maior engajamento das potências globais. Rustad critica a política isolacionista defendida por Donald Trump, que retornou à presidência em janeiro. Ela alerta que abandonar o compromisso internacional pode ter consequências duradouras para a estabilidade global. A pesquisadora enfatiza que virar as costas para o mundo neste momento crítico comprometeria os pilares de estabilidade construídos desde 1945.

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