O conflito entre Israel e Irã aumentou, resultando em muitos mortos e ataques aéreos. Recentemente, mísseis atingiram o Weizmann Institute em Israel, danificando laboratórios e forçando a evacuação de pesquisadores. O ataque, que aconteceu em 13 de junho, também teve como alvo instalações nucleares no Irã, resultando na morte de vários cientistas. O biólogo Jacob Hanna, que estava prestes a apresentar uma nova técnica em uma conferência, teve que evacuar e soube que seu laboratório foi danificado, o que atrasará sua pesquisa em seis meses. A instituição confirmou que o ataque causou danos significativos e restringiu o acesso ao campus. No Irã, pesquisadores enfrentam dificuldades e evitam encontros presenciais, temendo que suas universidades sejam alvos. A situação é ainda mais complicada devido a anos de sanções econômicas, que já dificultavam a pesquisa no país. A cosmóloga Encieh Erfani afirmou que a ciência no Irã está sofrendo muito por causa do conflito.
Conflito entre Israel e Irã afeta pesquisas científicas e causa mortes
O conflito entre Israel e Irã se intensificou, resultando em ataques aéreos e retaliações que já deixaram pelo menos 224 mortos no Irã e 24 em Israel. Recentemente, mísseis atingiram o Weizmann Institute of Science, em Rehovot, danificando laboratórios e forçando a evacuação de pesquisadores.
Os ataques a mísseis, que ocorreram em 13 de junho, visaram instalações nucleares iranianas e resultaram na morte de vários comandantes e cientistas nucleares. Em resposta, o Irã lançou ataques com drones e mísseis em diversas localidades israelenses. O impacto nos laboratórios do Weizmann Institute foi significativo, com relatos de vidros quebrados, computadores danificados e queda de estruturas.
Impacto nas Pesquisas
O biólogo Jacob Hanna estava prestes a apresentar uma nova técnica em uma conferência em Hong Kong quando recebeu a notícia dos ataques. Ele foi instruído a evacuar as instalações do Weizmann, enquanto seus alunos tentavam finalizar experimentos. Durante sua viagem, Hanna soube que seu laboratório havia sido danificado. “O dano provavelmente atrasará minha pesquisa em cerca de seis meses,” afirmou.
A instituição confirmou que o ataque causou “danos substanciais” e restringiu o acesso ao campus. Um porta-voz declarou que estão em contato com agências de segurança para garantir a proteção dos funcionários.
Situação no Irã
Pesquisadores iranianos também enfrentam dificuldades. Muitos evitam encontros presenciais nas universidades, temendo que suas instituições se tornem alvos militares. Abbas Edalat, cientista da computação, destacou que essa situação representa uma “restrição séria” para a continuidade das pesquisas.
A crise atual se soma a anos de sanções econômicas que já dificultavam a pesquisa e a participação em conferências. Encieh Erfani, cosmóloga iraniana, ressaltou que a ciência no Irã está “pagando um alto preço” devido ao conflito.
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