Um ataque em Yelwata, no estado de Benue, na Nigéria, resultou na morte de entre 100 e 200 pessoas, principalmente cristãos, por jihadistas Fulani. O ataque ocorreu entre sexta-feira e sábado, quando homens armados invadiram a comunidade, queimando casas e matando moradores. Yelwata é uma área predominantemente católica e abriga pessoas que já haviam fugido de ataques anteriores. O governo local informou que 45 pessoas morreram, mas organizações como a Anistia Internacional acreditam que o número é maior. Um padre local destacou a gravidade da situação e criticou a falta de ação do governo, que não conseguiu proteger os cidadãos, mesmo após promessas de segurança. Este ataque se soma a outros incidentes violentos contra comunidades cristãs na Nigéria, que têm se intensificado nos últimos meses. A inação do governo é vista por alguns como parte de uma agenda para islamizar o país, e a situação em Yelwata reflete a crescente insegurança enfrentada por essas comunidades.
Em um ataque brutal, entre 100 e 200 pessoas, predominantemente cristãos, foram mortas por jihadistas Fulani em Yelwata, no estado de Benue, na Nigéria. O ataque ocorreu entre sexta-feira (13) e sábado (14), quando homens armados invadiram a comunidade agrícola, incendiando casas e massacrando moradores.
Yelwata, situada a menos de oito quilômetros da capital do estado, Makurdi, é composta por 97% de católicos. A comunidade abriga também pessoas deslocadas que fugiram de ataques anteriores. O porta-voz do governador, Tersoo Kula, informou que o ataque durou cerca de duas horas e resultou em várias casas destruídas. Enquanto o governo local reportou 45 mortos, a Anistia Internacional e a Truth Nigeria estimam que o número de vítimas ultrapasse 200.
O padre Moses Aondover Iorapuu, da Paróquia do Espírito Santo em Makurdi, confirmou a gravidade da situação, afirmando que muitos corpos foram queimados e que a tragédia é um reflexo das lutas enfrentadas pela população local. Ele criticou a inação do governo, que, segundo ele, falhou em proteger os cidadãos, mesmo após o presidente Bola Tinubu prometer segurança e transformação para o país.
Crescente Onda de Violência
Esse ataque se soma a uma série de agressões contra comunidades cristãs na Nigéria. No mês passado, 20 pessoas foram mortas em Gwer West, e em abril, 40 perderam a vida em Plateau. Iorapuu destacou que cada ataque altera a demografia cristã no país e que a resposta governamental tem sido insuficiente, mesmo após alertas sobre a intensificação da violência.
Emeka Umeagbalasi, da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito, sugeriu que a inação do governo pode ser parte de uma agenda deliberada para islamizar a Nigéria. Ele criticou a administração anterior, que, segundo ele, favoreceu grupos jihadistas e comprometeu a segurança nacional.
A situação em Yelwata é um lembrete sombrio da crescente insegurança enfrentada por comunidades cristãs na Nigéria, que continuam a ser alvo de ataques violentos com total impunidade.
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