Recentemente, surgiram dúvidas sobre a relação entre o conflito de Israel e Irã e a situação na Palestina. O conflito no Oriente Médio começou em 1948, com a criação do Estado de Israel em uma região onde judeus e árabes já viviam. Desde então, guerras e ocupações têm alimentado a disputa, especialmente em Gaza, que está sob bloqueio de Israel desde 2007. A ideia de criar dois Estados, um para israelenses e outro para palestinos, é vista como uma solução pacífica, mas radicais de ambos os lados dificultam isso. Desde 2023, mais de 50 mil palestinos morreram em Gaza, enquanto Israel registrou mais de 1.200 mortes em um ataque do Hamas. A relação entre Israel e Irã era boa até 1979, quando a Revolução Islâmica mudou tudo, e o Irã se tornou um forte opositor de Israel. Israel vê o programa nuclear do Irã como uma grande ameaça, levando a ações como ataques cibernéticos e assassinatos de cientistas iranianos. O Irã, por sua vez, apoia grupos armados que são inimigos de Israel. A guerra em Gaza já dura mais de 600 dias, com reféns israelenses em poder do Hamas e ataques de grupos aliados ao Irã. Israel responde com bombardeios, e a situação se torna cada vez mais tensa. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lidera um governo radical, enquanto o Irã continua a expandir sua influência na região. Ambos os países se veem como ameaças um ao outro, e a instabilidade no Oriente Médio aumenta, com civis sofrendo as consequências. A solução diplomática parece distante, mas ainda é a única esperança para a paz.
Nesta última semana, inúmeras notícias sobre o conflito entre Israel e Irã levantaram dúvidas: a guerra não era com a Palestina? O que o Irã tem a ver com a Faixa de Gaza? E o que esperar daqui pra frente?
Origem do conflito
De forma resumida — porque esse tema renderia uma série de matérias — o conflito no Oriente Médio tem origem na criação do Estado de Israel, em 1948, numa região onde judeus e árabes já viviam há séculos. Ao longo dos anos, guerras, ocupações e o avanço de assentamentos israelenses em áreas destinadas a um Estado Palestino alimentaram uma disputa contínua. A Faixa de Gaza e a Cisjordânia deveriam compor esse Estado Palestino, mas Gaza, sob bloqueio aéreo, naval e terrestre de Israel desde 2007, segue impossibilitada de construir uma vida minimamente autônoma.
A proposta de dois Estados — com fronteiras seguras para israelenses e palestinos — é vista como a única saída pacífica viável. Mas radicais dos dois lados continuam a minar esse caminho. Desde 2023, mais de 50 mil palestinos morreram em Gaza, enquanto Israel sofreu mais de 1.200 mortes no ataque inicial do Hamas.
Onde que entra o Irã?
A relação entre Israel e Irã já foi cordial: em 1947, o Irã chegou a apoiar o plano da ONU que previa a divisão da Palestina em dois Estados. Mas tudo mudou em 1979, com a Revolução Islâmica, que levou ao poder os aiatolás xiitas. Desde então, Teerã passou a ser uma das principais vozes contrárias à existência de Israel.
Israel, por sua vez, considera o programa nuclear iraniano uma ameaça existencial. O temor levou Israel, com apoio dos EUA, a sabotar instalações nucleares iranianas com ataques cibernéticos, como o caso do vírus Stuxnet nos anos 2000, e, segundo Teerã, a assassinar cientistas envolvidos no programa nuclear — como Mohsen Fakhrizadeh, morto em 2020.
Além disso, o Irã financia e apoia grupos armados como o Hezbollah, no Líbano, e os Houtis, no Iêmen, além de ter laços com o Hamas e a Jihad Islâmica. Todos esses grupos são adversários declarados de Israel e participam direta ou indiretamente do atual cenário de guerra.
Situação atual
A guerra em Gaza já dura mais de 600 dias. Mais de 50 reféns israelenses ainda estão em poder do Hamas desde 7 de outubro. Mas o conflito ultrapassou as fronteiras palestinas. Grupos aliados ao Irã lançam foguetes do Líbano, do Iêmen e da Síria, enquanto Israel responde com bombardeios — o mais recente, em 13 de junho, atingiu alvos iranianos e matou 224 pessoas no Irã e 20 em Israel, segundo dados oficiais.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lidera um governo radical, cercado por inimigos igualmente radicais nas fronteiras. Do outro lado, o Irã continua investindo em sua influência regional, mesmo sob sanções internacionais. Israel teme que o programa nuclear iraniano evolua para fins militares. O paradoxo: Israel também possui um programa nuclear militar não declarado. Ambos se veem como ameaças existenciais e, como num faroeste, a pergunta que resta é quem atira primeiro.
O conflito entre Israel e Irã é mais um capítulo de uma disputa longa e complexa que ultrapassa as fronteiras da Palestina. Alimentado por décadas de desconfiança, rivalidade política e interesses estratégicos, ele ameaça ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio. Enquanto isso, civis continuam pagando o preço mais alto, e a solução diplomática — embora cada vez mais distante — segue sendo a única saída possível para a paz.
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