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China e Rússia propõem cessar-fogo no Irã durante reunião na ONU

Rússia, China e Paquistão pedem cessar-fogo imediato na ONU após ataques dos EUA ao Irã, que convocou reunião de emergência.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito entre Irã e Israel (Foto: Eduardo Muñoz/Reuters)
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Rússia, China e Paquistão pediram um cessar-fogo imediato no conflito entre Israel e Irã na ONU, após os EUA realizarem ataques aéreos a instalações nucleares iranianas. Esses bombardeios aumentaram as tensões na região e geraram condenações internacionais. O Irã convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, onde denunciou os ataques como uma violação do direito internacional. A Rússia criticou os bombardeios, alertando para possíveis consequências graves, enquanto a China pediu diálogo. Dados da ONU mostram que, em dez dias de conflito, 433 pessoas morreram no Irã, a maioria civis, e Israel registrou 25 mortos. A proposta de cessar-fogo está em discussão, mas ainda não há previsão de votação.

Os governos da Rússia, China e Paquistão apresentaram um projeto de resolução na ONU pedindo um cessar-fogo “imediato e incondicional” no conflito entre Israel e Irã, que se intensificou nos últimos dias. A escalada militar foi marcada por ataques aéreos dos EUA a instalações nucleares iranianas, gerando condenações internacionais.

A proposta foi divulgada após os bombardeios americanos, que ocorreram na sexta-feira, e que resultaram em um aumento significativo das tensões na região. Diplomatas indicaram que o texto será discutido nas próximas horas, embora a votação ainda não esteja prevista. O presidente dos EUA, Donald Trump, foi questionado sobre a possibilidade de pressionar Israel a suspender os ataques, mas descartou essa opção.

Em resposta aos ataques, o Irã convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que ocorrerá em Nova York. O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, denunciou os bombardeios como uma violação do direito internacional e pediu ações imediatas contra os EUA.

Reações Internacionais

A Rússia condenou veementemente os ataques, afirmando que são uma violação da soberania iraniana e do direito internacional. O governo de Vladimir Putin alertou que a escalada militar pode ter consequências graves para a segurança regional e global. A China também se manifestou, enfatizando a necessidade de diálogo e respeito às normas internacionais.

Os dados da ONU indicam que, em apenas dez dias de conflito, 433 pessoas morreram no Irã, a maioria civis, enquanto Israel registrou 25 mortos. O secretário-geral assistente da ONU, Miroslav Jenča, expressou preocupação com a crescente violência e a ameaça à segurança internacional.

A situação continua a evoluir, com a comunidade internacional atenta aos desdobramentos. A proposta de cessar-fogo, embora ainda em fase de negociação, representa uma tentativa de mitigar a crise e evitar uma escalada ainda maior no Oriente Médio.

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