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Ativista pró-Palestina relata experiência de detenção nos EUA após libertação

Mahmoud Khalil, ativista pró-Palestina, retoma militância após 105 dias detido, enfrentando agora a ameaça de deportação.

Mahmoud Khalil desembarca no Aeroporto Internacional Liberty, em Newark, após mais de três meses detido em um centro migratório nos EUA (Foto: Todd Heisler - The New York Times)
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Mahmoud Khalil, um ativista pró-Palestina, foi libertado após 105 dias detido em um centro de imigração na Louisiana. Ele foi preso em março de 2025, após protestos em universidades e acusações de apoiar o Hamas. Khalil, que tem 30 anos e nasceu em um campo de refugiados na Síria, chegou aos EUA em busca de liberdade de expressão. Durante sua detenção, ele se sentiu sequestrado e afirmou que o governo não apresentou provas concretas contra ele. Após ser solto, ele planeja retomar sua militância e criticou o governo Trump, dizendo que a tentativa de silenciá-lo falhou. Khalil também mencionou que não pôde estar presente no nascimento de seu filho, que nasceu enquanto ele estava preso, e agora enfrenta a possibilidade de deportação, com seu caso ainda em andamento na corte de imigração.

Mahmoud Khalil, ativista pró-Palestina e residente permanente nos EUA, foi libertado sob fiança após 105 dias de detenção em um centro de imigração na Louisiana. Sua prisão ocorreu em março de 2025, após protestos em universidades e acusações de apoio ao Hamas. Khalil, de 30 anos, afirmou que sua detenção fortaleceu sua convicção em lutar pelos direitos palestinos e dos imigrantes.

Em um relato emocionado, Khalil descreveu sua prisão como um “sequestro”. Ele foi detido por agentes de imigração à paisana em seu prédio em Nova York, sem um mandado. O governo alegou que ele era uma ameaça à política externa dos EUA, mas nunca apresentou provas concretas. A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, afirmou que o caso não se trata de liberdade de expressão, mas de indivíduos que se alinham a terroristas.

Khalil, que nasceu em um campo de refugiados na Síria, chegou aos EUA em busca de liberdade de expressão. Ele se formou na Universidade Columbia e se envolveu ativamente em protestos contra a discriminação de palestinos. Após sua detenção, recebeu centenas de cartas de apoio, o que, segundo ele, demonstrou um aumento no interesse pela causa palestina.

Retorno à Militância

Após sua libertação, Khalil expressou sua intenção de retomar sua militância. Ele criticou o governo Trump, afirmando que a tentativa de silenciá-lo falhou. “Se o objetivo era suprimir vozes pró-Palestina, falhou completamente”, disse. O ativista também destacou que sua prisão não representa justiça, pois aqueles que o detiveram ainda estão em liberdade.

A luta de Khalil reflete um contexto mais amplo de tensões em torno da questão palestina nos EUA. Ele se casou com Noor Abdalla, que estava grávida durante sua detenção, e lamentou não ter podido estar presente no nascimento de seu filho. Khalil agora enfrenta a possibilidade de deportação, enquanto seu caso segue em trâmite na corte de imigração.

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