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Reino Unido adquire 12 caças F-35A com capacidade nuclear para fortalecer laços com os EUA

Reino Unido reforça sua dissuasão nuclear com a compra de caças F-35A, aumentando o compromisso com a OTAN em meio a tensões globais.

Um jato militar Lockheed Martin F-35A Lightning II da Força Aérea dos EUA no Paris Air Show, em Paris. (Foto: Mustafa Yalcin/Anadolu/Getty Images)
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O Reino Unido anunciou a compra de pelo menos 12 caças F-35A, que podem carregar armas nucleares, marcando um retorno à capacidade de defesa nuclear aérea do país. Essa decisão foi tomada em um contexto de tensões globais, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O primeiro-ministro Keir Starmer destacou a importância de fortalecer o compromisso do Reino Unido com a OTAN. Os novos jatos, fabricados pela Lockheed Martin, darão à Força Aérea Real um papel nuclear pela primeira vez em décadas, já que a dissuasão do país atualmente depende de submarinos nucleares. O anúncio ocorreu durante uma cúpula da OTAN, onde os membros devem assinar uma nova meta de gastos com defesa. Starmer também mencionou que a paz não é garantida em tempos de insegurança. O investimento na nova frota e a data de entrega dos jatos não foram divulgados. A aquisição é vista como uma resposta às críticas sobre os gastos em defesa na Europa e está alinhada com um investimento maior do Reino Unido em sua dissuasão nuclear, que inclui a renovação do sistema Trident e a construção de novos submarinos. Além disso, a compra dos F-35A deve gerar 20.000 empregos no Reino Unido, com parte da produção sendo feita localmente.

O Reino Unido anunciou, nesta terça-feira, 24, a aquisição de pelo menos 12 caças F-35A de fabricação americana, que têm a capacidade de transportar armas nucleares. A decisão marca um retorno à capacidade nuclear aérea do país, após a aposentadoria de suas armas atômicas lançadas do ar no final da Guerra Fria. O primeiro-ministro Keir Starmer busca reforçar o compromisso britânico com a OTAN em um contexto de crescente tensão global.

Os novos jatos, produzidos pela Lockheed Martin Corp., proporcionarão à Força Aérea Real um papel nuclear pela primeira vez em décadas. Atualmente, a dissuasão estratégica do Reino Unido depende de submarinos nucleares que patrulham os mares. O anúncio foi feito durante a cúpula da OTAN em Haia, onde os membros da aliança devem assinar uma nova meta de gastos com defesa de 5% do PIB.

Starmer enfatizou que, em tempos de “insegurança radical”, a paz não pode ser considerada garantida. Ele reafirmou o compromisso do Reino Unido com a OTAN e a importância da aliança para a segurança do país. No entanto, o comunicado não detalhou o valor do investimento na nova frota ou a data de entrega dos jatos.

Contexto Geopolítico

A aquisição dos F-35A é vista como um gesto de boa vontade em relação ao presidente Donald Trump, que frequentemente critica os países europeus por seus baixos gastos em defesa. A capacidade de defesa da Europa tem sido questionada, especialmente após os comentários de Trump sobre o Artigo 5 da OTAN, que garante a defesa mútua entre os aliados.

Além disso, o Reino Unido está investindo 15 bilhões de libras (cerca de US$ 20,4 bilhões) na renovação de seu sistema de dissuasão nuclear Trident e na construção de até 12 novos submarinos em parceria com Austrália e EUA. A Revisão Estratégica de Defesa do governo, publicada recentemente, recomenda que o Reino Unido assuma uma parcela maior do ônus da dissuasão nuclear da OTAN.

A aquisição dos F-35A também promete gerar 20.000 empregos no Reino Unido, com 15% da cadeia global de suprimentos dos novos jatos sendo produzida localmente. Essa estratégia visa não apenas fortalecer a defesa britânica, mas também revitalizar a indústria de defesa do país.

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