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Brics revela divisão ao adotar postura moderada sobre conflito no Irã

Brics expressa preocupação com ataques ao Irã, mas evita críticas diretas a Israel e EUA, refletindo divisões internas no bloco.

Ministros de Relações Exteriores durante reunião de chanceleres do Brics no Rio de Janeiro, em abril. (Foto: Reprodução)
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O Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mostrou divisões internas em sua recente declaração sobre os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã. O comunicado, emitido em 24 de outubro, foi moderado e não criticou diretamente esses países, refletindo a resistência da Índia e da Etiópia a uma posição mais firme. O texto expressou “profunda preocupação” com os ataques, considerados uma violação do direito internacional, e pediu a restauração da paz na região. A Índia, em particular, busca manter boas relações com Israel, o que influenciou sua postura cautelosa. Enquanto isso, o Brasil, sob a presidência de Lula, adotou uma posição mais crítica, condenando os ataques em uma nota oficial. A declaração do Brics foi negociada após um ataque de Israel ao Irã em junho, destacando a complexidade das relações entre os membros do bloco.

A recente declaração do Brics sobre os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã revela divisões internas no bloco, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros. O comunicado, emitido em 24 de outubro, apresenta um tom moderado, contrastando com as críticas mais contundentes de alguns membros, como o Brasil.

Durante as negociações, a Índia e a Etiópia resistiram a uma declaração mais crítica, argumentando que era necessário um equilíbrio na linguagem utilizada. O comunicado expressa “profunda preocupação” com os ataques militares ao Irã, considerados uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Além disso, destaca a urgência em romper o ciclo de violência e restaurar a paz na região.

O texto não menciona diretamente Israel ou os Estados Unidos, o que reflete a posição cautelosa da Índia, que busca evitar uma postura que possa comprometer suas relações com Israel, especialmente nas áreas de defesa e inteligência. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, enfatizou a necessidade de uma “desescalada imediata” em uma conversa recente com o presidente do Irã.

A presidência do Brics, sob o governo Lula, difere da posição do Brasil, que condenou veementemente os ataques em uma nota oficial. A declaração do Brics foi negociada após um ataque surpresa de Israel ao Irã em 13 de junho, que levou a uma escalada de tensões na região. A busca por uma linguagem neutra reflete a complexidade das relações entre os membros do bloco e a necessidade de manter um diálogo diplomático.

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