O governo da Zâmbia pediu a um tribunal na África do Sul que interrompa o sepultamento do ex-presidente Edgar Lungu, que está marcado para quarta-feira. A família de Lungu quer uma cerimônia privada na África do Sul, enquanto o governo defende um funeral de Estado no país. O advogado-geral da Zâmbia, Mulilo D Kabesha, afirma que o sepultamento deve ser suspenso até que a disputa seja resolvida. A família, por sua vez, diz que seguirá com os planos, pois não recebeu aviso oficial sobre o pedido judicial. A tensão entre o governo e a família é agravada por desavenças passadas entre Lungu e o atual presidente Hakainde Hichilema, que não foi convidado para o funeral, conforme o testamento de Lungu. Hichilema argumenta que Lungu, como ex-presidente, deve ser enterrado na Zâmbia. A situação mostra as divisões políticas no país.
O governo da Zâmbia entrou com um pedido urgente em um tribunal sul-africano para interromper o sepultamento do ex-presidente Edgar Lungu, que está agendado para esta quarta-feira. A disputa surge após a família de Lungu optar por uma cerimônia privada na África do Sul, em vez de um funeral de Estado em seu país natal.
O advogado-geral da Zâmbia, Mulilo D Kabesha, argumenta que o sepultamento deve ser suspenso até que a controvérsia sobre os arranjos do funeral seja resolvida. A família, no entanto, afirma que a cerimônia seguirá conforme planejado, já que não recebeu notificação oficial sobre o pedido judicial.
A tensão entre o governo e a família de Lungu é acentuada por um histórico de desavenças entre o ex-presidente e seu sucessor, o presidente Hakainde Hichilema. Lungu havia indicado em seu testamento que Hichilema não deveria comparecer ao seu funeral. Inicialmente, houve um acordo para um funeral de Estado, mas as negociações fracassaram, levando a família a decidir pelo sepultamento na África do Sul.
Hichilema defende que Lungu, como ex-presidente, “pertence à nação da Zâmbia” e deve ser sepultado no país. O advogado-geral ressalta que um funeral de Estado é um evento público formal, destinado a honrar figuras de importância nacional, citando o caso do ex-presidente Kenneth Kaunda, que teve seu desejo de ser enterrado ao lado da esposa ignorado pelo governo.
A situação atual reflete a complexa relação entre Lungu e Hichilema, que se intensificou durante o mandato de Lungu, quando Hichilema foi preso por mais de 100 dias sob acusações de traição. A disputa sobre o funeral de Lungu continua a evidenciar as divisões políticas que marcam a Zâmbia.
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