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Brasileiro percorre 22 horas de carro e deixa Irã após bombardeios intensos

Músico brasileiro Silvio Tavares deixa o Irã após bombardeios e planeja retornar para concluir estudos de farsi e explorar a cultura local.

Brasileiro Silvio Tavares em Teerã, antes de fugir dos bombardeios no país persa (Foto: Arquivo pessoal)
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Silvio Tavares, um músico brasileiro de 47 anos, viajou para o Irã em junho de 2023 com o objetivo de estudar farsi e conhecer a cultura local, planejando ficar por seis meses. No entanto, a situação mudou drasticamente com o início dos bombardeios entre Israel e Irã. Após alguns dias de aulas, que foram interrompidas devido à guerra, Tavares buscou abrigo na embaixada brasileira, onde ficou por uma semana. Durante os 12 dias de conflito, ele notou que os supermercados e postos de gasolina estavam abertos, mas com preços altos e longas filas. A embaixada não tinha um plano de evacuação claro, mas ajudou Tavares a sair do país junto com Antônio Guerra Peixe, um treinador de handebol. Eles partiram de Teerã em 22 de outubro e, apesar dos controles de segurança, a viagem até a Armênia foi tranquila. Após chegar a Ierevan, Tavares seguiu para Barcelona e, apesar das dificuldades, expressou seu desejo de voltar ao Irã para continuar seus estudos de farsi.

Quando o músico brasileiro Silvio Tavares, de 47 anos, chegou ao Irã em junho de 2023, seu objetivo era estudar farsi e imergir na cultura local. No entanto, a escalada do conflito entre Israel e Irã alterou drasticamente seus planos. “Cheguei a Teerã no dia 2 de junho, e a minha intenção era ficar lá por uns seis meses. Quando os bombardeios começaram, tudo mudou”, relatou Tavares.

Após alguns dias de aulas, o músico se viu em meio a uma situação de guerra. “As aulas começaram a ser online, mas a internet falhava muito e, em seguida, o curso foi interrompido”, explicou. Inicialmente, ele ficou em um alojamento universitário, mas, após uma explosão próxima, decidiu buscar abrigo na embaixada brasileira, onde permaneceu por uma semana.

Retirada do Irã

Durante os 12 dias de conflito, Tavares observou mudanças significativas em Teerã. “Os supermercados e lojas de bairro continuaram abertos, mas os preços aumentaram e vi muitas filas nos postos de gasolina”, comentou. A embaixada brasileira, embora sem um plano de evacuação claro, fez o possível para ajudar os cidadãos. Tavares acabou se unindo a Antônio Guerra Peixe, treinador da seleção brasileira de handebol de praia, para deixar o país.

“A federação de handebol de praia do Irã ajudou a organizar nossa saída”, disse Tavares. Eles partiram de Teerã em 22 de outubro, enfrentando controles de segurança, mas a viagem de 1.140 quilômetros até a Armênia foi tranquila. “Os motoristas foram prestativos e a embaixada brasileira monitorou nossa viagem”, acrescentou.

Novos Rumos

Após a chegada a Ierevan, Tavares seguiu para Barcelona, onde permanecerá por algumas semanas. Apesar das dificuldades enfrentadas, ele reafirmou seu desejo de retornar ao Irã. “Estou completamente apaixonado pelo Irã e fiquei triste com essa reviravolta. Quando a situação se acalmar, pretendo voltar e concluir a missão de melhorar meu farsi”, concluiu.

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