Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Guerra no Irã fortalece união entre a população, afirma professor de Fordow

Conflito entre Irã e Israel se intensifica, com ataques resultando em centenas de mortes e desafios à vida cotidiana em Qom.

Homem caminha entre escombros de prédio destruído por bombardeio israelense em Teerã, capital do Irã (Foto: Majid Asgaripour - 19.jun.25/Reuters)
0:00
Carregando...
0:00

O conflito entre Irã e Israel aumentou com ataques israelenses a instalações nucleares iranianas, resultando em uma escalada militar desde 1979. O professor Jawad Haidari, que vive em Qom, expressou dúvidas sobre um cessar-fogo mediado pelos EUA e comentou sobre a difícil situação em sua cidade, que fica perto de uma importante instalação nuclear. Ele lamenta os bombardeios constantes e menciona que teve que cancelar uma viagem ao Brasil devido à guerra. Apesar das dificuldades, ele destaca a união do povo iraniano e a coragem dos cidadãos, que já enfrentaram guerras no passado. Jawad acredita que é importante permanecer no país e enfrentar a situação, ressaltando que a vida cotidiana continua, com serviços funcionando normalmente. O conflito, que começou em junho, é o mais intenso entre os dois países em décadas, resultando em muitas mortes.

O conflito entre Irã e Israel se intensificou com bombardeios israelenses a instalações nucleares iranianas, resultando em uma escalada militar significativa desde a fundação da República Islâmica em 1979. O professor de ciências da comunicação Jawad Haidari, residente em Qom, expressou ceticismo sobre o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e anunciou na segunda-feira (23). Ele acredita que o conflito ainda está longe de ser resolvido.

Jawad, que vive a cerca de 50 km de Fordow, a principal instalação nuclear iraniana, descreve a situação em sua cidade como difícil. “Eles atacavam, bombardearam. Sem parar. Ninguém merece, né?”, lamenta. O professor, que tinha um voo marcado para o Brasil, teve que suspender a viagem devido à guerra. Ele destaca a preocupação de amigos no exterior, mas afirma que isso não traduz a realidade vivida no Irã.

A união do povo iraniano tem sido uma resposta ao conflito. Jawad, muçulmano xiita, afirma que não pretende deixar o país, pois acredita que é necessário permanecer para enfrentar a situação. “Os iranianos são corajosos. A gente vivenciou a guerra com o Iraque por oito anos. Não pode fugir, não pode deixar”, diz. Ele ressalta que a união é fundamental em tempos de guerra e critica a percepção externa de que o Irã é semelhante a outros países da região.

O regime iraniano, embora tenha falhas, conseguiu manter a calma durante os ataques. Segundo o professor, a vida cotidiana continua, com postos de gasolina e supermercados funcionando normalmente. “Na guerra, só a união funciona”, afirma. O conflito, que começou em 13 de junho, é o mais intenso entre Irã e Israel desde 1979, com bombardeios que resultaram em cerca de 600 mortes iranianas e 28 israelenses.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais