O conflito entre Irã e Israel aumentou com ataques israelenses a instalações nucleares iranianas, resultando em uma escalada militar desde 1979. O professor Jawad Haidari, que vive em Qom, expressou dúvidas sobre um cessar-fogo mediado pelos EUA e comentou sobre a difícil situação em sua cidade, que fica perto de uma importante instalação nuclear. Ele lamenta os bombardeios constantes e menciona que teve que cancelar uma viagem ao Brasil devido à guerra. Apesar das dificuldades, ele destaca a união do povo iraniano e a coragem dos cidadãos, que já enfrentaram guerras no passado. Jawad acredita que é importante permanecer no país e enfrentar a situação, ressaltando que a vida cotidiana continua, com serviços funcionando normalmente. O conflito, que começou em junho, é o mais intenso entre os dois países em décadas, resultando em muitas mortes.
O conflito entre Irã e Israel se intensificou com bombardeios israelenses a instalações nucleares iranianas, resultando em uma escalada militar significativa desde a fundação da República Islâmica em 1979. O professor de ciências da comunicação Jawad Haidari, residente em Qom, expressou ceticismo sobre o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e anunciou na segunda-feira (23). Ele acredita que o conflito ainda está longe de ser resolvido.
Jawad, que vive a cerca de 50 km de Fordow, a principal instalação nuclear iraniana, descreve a situação em sua cidade como difícil. “Eles atacavam, bombardearam. Sem parar. Ninguém merece, né?”, lamenta. O professor, que tinha um voo marcado para o Brasil, teve que suspender a viagem devido à guerra. Ele destaca a preocupação de amigos no exterior, mas afirma que isso não traduz a realidade vivida no Irã.
A união do povo iraniano tem sido uma resposta ao conflito. Jawad, muçulmano xiita, afirma que não pretende deixar o país, pois acredita que é necessário permanecer para enfrentar a situação. “Os iranianos são corajosos. A gente vivenciou a guerra com o Iraque por oito anos. Não pode fugir, não pode deixar”, diz. Ele ressalta que a união é fundamental em tempos de guerra e critica a percepção externa de que o Irã é semelhante a outros países da região.
O regime iraniano, embora tenha falhas, conseguiu manter a calma durante os ataques. Segundo o professor, a vida cotidiana continua, com postos de gasolina e supermercados funcionando normalmente. “Na guerra, só a união funciona”, afirma. O conflito, que começou em 13 de junho, é o mais intenso entre Irã e Israel desde 1979, com bombardeios que resultaram em cerca de 600 mortes iranianas e 28 israelenses.
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