Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, muitos soldados estrangeiros, incluindo brasileiros, têm se alistado para lutar ao lado das tropas ucranianas. Recentemente, o número de brasileiros que se inscreveram aumentou em 20%, com relatos de experiências intensas e perigosas. Vinicios Santos do Carmo, de 26 anos, contou sobre uma noite em Kherson, onde ele e um soldado ucraniano foram surpreendidos por explosões de artilharia russa que desabaram o teto da casa onde estavam. Nos últimos três meses, o Centro de Recrutamento Estrangeiro da Ucrânia registrou 9.620 soldados de várias nacionalidades. Os novos recrutas precisam se inscrever online, passar por avaliações e entrevistas com militares, e, se selecionados, assinar um contrato com o Ministério da Defesa, que pode durar até três anos, com salários entre 3 mil e 5 mil dólares por mês. Rafael dos Santos Leite, de 28 anos, se alistou em 2023 e enfrentou o rigoroso inverno ucraniano após dois meses de treinamento. O Itamaraty não apoia a participação de brasileiros na guerra e recomenda evitar viagens ao país, mas tanto Carmo quanto Leite pretendem ficar na Ucrânia até o fim do conflito, sonhando com um futuro sem violência.
Aumento de brasileiros no combate à guerra na Ucrânia
Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, soldados estrangeiros, incluindo brasileiros, têm se alistado para lutar ao lado das tropas ucranianas. Recentemente, as inscrições de brasileiros aumentaram em 20%, com relatos de experiências intensas e perigosas vividas por combatentes como Vinicios Santos do Carmo e Rafael dos Santos Leite.
Vinicios Santos do Carmo, 26 anos, descreve uma noite em Kherson, onde, após um dia de combate, ele e um soldado ucraniano foram surpreendidos por explosões. A artilharia russa atacou a casa onde estavam, levando ao desabamento do teto. Desde março, o Centro de Recrutamento Estrangeiro da Ucrânia registrou um aumento significativo no número de brasileiros se inscrevendo para o combate, totalizando 9.620 soldados de diversas nacionalidades nos últimos três meses.
Os novos recrutas precisam se inscrever online e passar por avaliações antes de serem oficialmente recrutados. O processo inclui entrevistas com militares, onde são informados sobre a realidade da guerra e as exigências físicas e psicológicas. Após a seleção, os soldados assinam um contrato com o Ministério da Defesa, que pode durar até três anos, com salários variando de US$ 3 mil a US$ 5 mil mensais.
Rafael dos Santos Leite, 28 anos, também compartilha sua experiência. Ele se alistou em 2023 e, após um treinamento de dois meses, enfrentou o rigoroso inverno ucraniano. A participação de brasileiros na guerra não é apoiada pelo Itamaraty, que recomenda evitar viagens ao país. Apesar disso, tanto Carmo quanto Leite pretendem continuar na Ucrânia até o fim do conflito, desejando um futuro sem violência.
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