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Sete mortos em três dias de protestos em Togo, afirmam grupos de direitos humanos

Protestos em Togo resultam em sete mortes e feridos graves, enquanto governo ameaça processar organizadores por desinformação.

Os protestos se tornaram violentos na sexta e no sábado - Foto: Reuters
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Sete pessoas morreram e muitas ficaram feridas em protestos em Togo contra o governo de Faure Gnassingbé, que está no poder há 20 anos e recentemente assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, sem limite de mandato. Os protestos começaram em 19 de outubro na capital, Lomé, e foram violentamente reprimidos pela polícia, que usou gás lacrimogêneo. O governo disse que os organizadores dos protestos serão processados, alegando que as manifestações fazem parte de uma campanha de desinformação. Desde 2022, as manifestações estão proibidas no país, mas ativistas e jovens têm se mobilizado, resultando em confrontos com a polícia. Uma coalizão de grupos de direitos civis pediu investigações sobre a violência policial, afirmando que o direito ao protesto é garantido pela Constituição. Após os confrontos, a calma voltou a Lomé, mas a insatisfação popular continua, especialmente após mudanças que eliminaram eleições presidenciais. O rapper Narcisse Essowè Tchalla, conhecido como Aamron, foi detido, gerando mais indignação e resultando em mais de 50 prisões. Embora muitos já tenham sido liberados, pelo menos três pessoas ainda estão detidas, e a situação em Togo permanece tensa, com a população pedindo mudanças no governo e proteção de seus direitos.

Civic rights groups reportaram que pelo menos sete pessoas foram mortas durante uma repressão violenta a protestos em Togo, onde manifestantes exigem a saída do presidente Faure Gnassingbé e a libertação de prisioneiros políticos. Os protestos, que começaram na quinta-feira, 19 de outubro, na capital Lomé, resultaram em dezenas de feridos, alguns em estado grave.

A repressão ocorreu após Gnassingbé, que está no poder há duas décadas, ser empossado como Presidente do Conselho de Ministros, um cargo sem limites de mandato. O governo togolês, por sua vez, ameaçou processar os organizadores dos protestos, alegando que as manifestações são parte de uma “campanha de desinformação e ódio” orquestrada do exterior.

Contexto dos Protestos

Desde 2022, as manifestações estão proibidas em Togo, com as autoridades justificando a medida por razões de segurança. As recentes mobilizações, lideradas por ativistas online e movimentos juvenis, culminaram em confrontos violentos com a polícia, que usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Em áreas conhecidas como redutos da oposição, como Bè, houve batalhas nas ruas, com a polícia perseguindo manifestantes.

Uma coalizão de 23 grupos de direitos civis, chamada de Plataforma Nacional para o Espaço Cívico e a Eficácia do Desenvolvimento, pediu investigações sobre a repressão policial, condenando o uso de força desproporcional contra os manifestantes pacíficos. Eles afirmaram que o direito ao protesto é garantido pela Constituição togolesa e por tratados internacionais.

Reações e Consequências

Após os confrontos, a calma voltou a Lomé, com o funcionamento normal do comércio na principal feira central. No entanto, a insatisfação popular persiste, especialmente após a recente mudança de regime que eliminou as eleições presidenciais e introduziu um sistema parlamentar. A detenção do rapper togolês Narcisse Essowè Tchalla, conhecido como Aamron, também gerou indignação, levando a mais de 50 prisões durante os protestos.

Embora a maioria dos detidos tenha sido liberada, pelo menos três pessoas ainda permanecem sob custódia. A situação em Togo continua tensa, com a população exigindo mudanças significativas no governo e a proteção de seus direitos civis.

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