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Israel pode eliminar líderes do Hamás, mas não extinguirá a causa palestina

Najib Abu Warda defende a força da história palestina e a necessidade de um mediador imparcial para resolver o conflito com Israel.

Najib Abu Warda, ontem durante uma entrevista com EL PAÍS na Casa Árabe de Madrid. (Foto: Inma Flores)
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  • Najib Abu Warda, acadêmico palestino, lançou o ensaio “Palestina. História documentada de 100 anos de guerra” em Madrid.
  • Ele afirma que a história da Palestina é uma força contra a narrativa israelense e defende a necessidade de um mediador imparcial para o conflito.
  • Abu Warda, que perdeu quase cinquenta membros da família em bombardeios israelenses, destaca a identidade nacional palestina e considera Israel um Estado artificial.
  • Ele sugere que a solução pode incluir um Estado binacional ou trinacional, com direitos iguais para todos.
  • O acadêmico critica a normalização das relações entre Israel e países árabes, afirmando que isso não resolve a questão central com os palestinos.

Najib Abu Warda, um acadêmico palestino de 71 anos, lançou seu novo ensaio intitulado “Palestina. História documentada de 100 anos de guerra” em Madrid. Ele destaca que a história da Palestina é uma força poderosa contra a narrativa israelense e defende a necessidade de um mediador imparcial para resolver o conflito.

Abu Warda, originário da família Los Abu Warda em Yabalia, Gaza, relata que quase cinquenta membros de sua família foram mortos em bombardeios israelenses. Ele enfatiza que a Palestina possui uma identidade nacional sólida, que remonta a milhares de anos, enquanto Israel é um Estado artificial, criado por interesses externos após as guerras mundiais.

O acadêmico argumenta que a luta atual é uma guerra contra a história. “Israel é o único Estado no Oriente Médio com armas nucleares, mas a Palestina tem a força da sua história, que nenhuma bomba pode destruir,” afirma. Ele critica a narrativa israelense, que tenta deslegitimar a história palestina, e sugere que a solução para o conflito pode incluir um Estado binacional ou trinacional, onde todos tenham direitos iguais.

Abu Warda também menciona a necessidade de um mediador neutro, sugerindo que a ONU deve corrigir os erros do passado, especialmente a resolução 181, que propôs a partição da Palestina. Ele observa que a normalização das relações entre Israel e países árabes não resolve a questão central: a relação com os palestinos.

Por fim, ele destaca que, apesar da resistência do Hamas, há uma oposição significativa a essa milícia dentro da Gaza. “A luta do povo palestino é por sua independência e liberdade,” conclui, ressaltando que a causa palestina é vítima de manipulações históricas e políticas.

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