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Brics se une em resposta às tarifas de Trump e busca nova agenda global

Líderes do BRICS se reúnem no Rio de Janeiro para discutir tarifas dos EUA e enfrentar divisões internas, sem a presença de Xi Jinping e Putin.

Ameaças comerciais de Trump deram aos países do bloco incentivos para forjar consenso e novas parcerias (Foto: Leon Sadiki)
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  • Os líderes do BRICS se reúnem no Rio de Janeiro neste fim de semana, organizados pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Eles devem assinar uma declaração conjunta contra tarifas protecionistas dos Estados Unidos, condenando medidas unilaterais que afetam economias emergentes.
  • A ausência dos líderes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, levanta questões sobre a coesão do grupo, que inclui novos membros como Egito e Etiópia.
  • O BRICS discute também aumentar o financiamento climático, em resposta à retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
  • As divisões internas, especialmente entre os membros antigos e os recém-chegados, podem ser evidentes durante o encontro.

Cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro

Os líderes do BRICS, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, se reúnem neste fim de semana no Rio de Janeiro. O encontro, organizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve resultar em uma declaração conjunta contra as tarifas protecionistas dos Estados Unidos.

A expectativa é que a declaração condene “medidas protecionistas unilaterais injustificadas” e o “aumento indiscriminado” de tarifas. Embora o texto final não mencione diretamente os EUA, o objetivo é enviar um sinal claro à administração Trump, que impôs tarifas que afetam as economias emergentes. O embaixador sul-africano Xolisa Mabhongo afirmou que essas tarifas “não são produtivas” e prejudicam a economia global.

Desafios de Coesão

A ausência dos líderes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, levanta questões sobre a unidade do BRICS. Enquanto a China busca fortalecer a parceria estratégica do grupo, a falta de um propósito claro continua a ser um obstáculo. O BRICS, que agora inclui novos membros como Egito e Etiópia, representa cerca de 40% do PIB global, mas a diversidade de interesses pode dificultar a coesão.

Além das tarifas, o bloco discute aumentar o financiamento climático entre os membros, uma resposta à retirada dos EUA do Acordo de Paris. O governo brasileiro está otimista quanto aos avanços nas discussões sobre parcerias comerciais, impulsionados pelas tensões comerciais. O comércio entre os membros do BRICS cresceu 40% entre 2021 e 2024, alcançando US$ 740 bilhões anuais, segundo o FMI.

Rivalidades Internas

As divisões entre os membros do BRICS, especialmente entre a velha guarda e os recém-chegados, podem vir à tona. O Egito e a Etiópia se recusaram a apoiar a África do Sul para um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, um dos poucos temas unificadores do bloco. Além disso, tensões entre China e Índia sobre a liderança do grupo também são evidentes.

O encontro no Rio de Janeiro ocorre em um contexto de tensões geopolíticas e econômicas. A ausência de líderes como Putin e Xi pode refletir as complexidades das relações internacionais atuais. O fundo de garantias, que deve ser anunciado durante a cúpula, busca impulsionar investimentos e reforçar a relevância do BRICS em um cenário global em transformação.

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