- Ataques israelenses em Gaza resultaram na morte de pelo menos 94 palestinos desde a meia-noite de hoje, segundo o Ministério da Saúde local.
- O número total de mortes desde o dia anterior chega a 139.
- Entre os mortos está o diretor do Hospital Indonésio, Marwan Sultan, que foi atingido por um míssil de um F-16.
- A ONU denunciou Israel por genocídio durante uma sessão do Conselho de Direitos Humanos, enquanto Israel defende seu direito à autodefesa.
- Ministros do partido Likud assinaram uma moção pedindo a anexação da Cisjordânia, onde vivem cerca de 3,2 milhões de palestinos e 700 mil colonos israelenses.
Ataques israelenses em Gaza resultaram na morte de pelo menos 94 palestinos desde a meia-noite de hoje, segundo o Ministério da Saúde local. O número se soma a 139 mortes registradas até o meio-dia de ontem. Entre os falecidos está o diretor do Hospital Indonésio, Marwan Sultan, que foi atingido diretamente por um míssil de um F-16, conforme relato de sua filha, Lubna al-Sultan.
As Forças Armadas de Israel lamentaram “qualquer dano a pessoas não envolvidas” e afirmaram que buscam minimizar esses impactos. No entanto, a situação gerou forte condenação internacional. Durante uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, a relatora especial para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, acusou Israel de ser responsável por “um dos genocídios mais cruéis da história moderna”. Israel, por sua vez, não respondeu diretamente a essa acusação, reiterando seu direito à autodefesa após o ataque do Hamas em 7 de outubro.
Além disso, ontem, ministros do partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, assinaram uma moção que pede a anexação da Cisjordânia, onde residem cerca de 3,2 milhões de palestinos e 700 mil colonos israelenses em assentamentos considerados ilegais pela ONU. A escalada de violência e as tensões políticas continuam a atrair a atenção da comunidade internacional, que observa com preocupação a deterioração da situação em Gaza.
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