- O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o Irã enfrentará medidas de retaliação pela condenação de dois franceses à pena de morte por espionagem.
- Os cidadãos franceses, Cécile Kohler e Jacques Paris, foram detidos em maio de 2022 e acusados de espionagem em favor de Israel.
- Macron classificou as acusações como uma provocação e inaceitável.
- O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, sugeriu que as retaliações podem incluir a reativação de sanções contra o Irã.
- A situação reflete as tensões entre o Irã e a França, intensificadas após a retirada dos EUA do acordo nuclear em 2018.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira, 19 de outubro, que o Irã enfrentará medidas de retaliação pela condenação de dois cidadãos franceses à pena de morte por acusações de espionagem. Durante uma visita a Roquefort-sur-Soulzon, Macron destacou que a resposta da França não deve demorar e que planeja uma conversa com o líder iraniano, Masoud Pezeshkian.
Os franceses, Cécile Kohler, de 40 anos, e Jacques Paris, de 72 anos, foram detidos em 7 de maio de 2022, no último dia de uma viagem ao Irã. Eles foram acusados de espionagem em favor de Israel, além de “conspiração para derrubar o regime” e “corrupção em terra”. A família e fontes diplomáticas confirmaram as informações à AFP. O governo iraniano, até o momento, não detalhou as acusações, que são vistas como uma forma de manter os cidadãos franceses como “reféns”.
Tensão Diplomática
Macron classificou as acusações como uma provocação e uma escolha “inaceitável pela agressividade”. Ele afirmou que a situação poderia ser considerada fantasiosa, se não fosse criminosa. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, sugeriu que as retaliações poderiam incluir a reativação de sanções contra o Irã.
O histórico de tensões entre o Irã e a França se intensificou após a retirada dos EUA do acordo nuclear em 2018, que resultou em um aumento das atividades nucleares iranianas. Desde então, o Irã tem sido acusado de usar cidadãos estrangeiros como moeda de troca em negociações bilaterais. A situação atual reflete a complexidade das relações internacionais e os desafios diplomáticos enfrentados pela França.
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