- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou a ex-presidente argentina, Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar por corrupção.
- A visita ocorreu durante a Cúpula do Mercosul e gerou polêmica na política brasileira.
- A bancada do Partido Novo na Câmara dos Deputados pretende convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para explicar a visita.
- O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a ação, chamando-a de “turnê da impunidade”.
- Lula expressou apoio a Kirchner em suas redes sociais, destacando a amizade entre eles e desejando força para sua luta por justiça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar após condenação por corrupção. A visita ocorreu durante a Cúpula do Mercosul, gerando polêmica na política brasileira.
A bancada do Partido Novo na Câmara dos Deputados anunciou a intenção de convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para explicar a visita de Lula a Kirchner. O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a ação, chamando-a de “turnê da impunidade”. Segundo ele, a visita demonstra uma política externa que favorece a solidariedade entre corruptos.
O requerimento para convocar Vieira deve ser discutido na próxima sessão da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, agendada para quarta-feira. O Itamaraty ainda não se manifestou sobre o assunto. A visita de Lula a Kirchner, que ocorreu na casa da ex-presidente em Buenos Aires, foi compartilhada pelo presidente nas redes sociais, onde expressou apoio à aliada.
Lula destacou a amizade de longa data com Cristina e desejou força para que ela continue sua luta por justiça. A visita também incomodou o governo de Javier Milei, mas não houve reprimendas oficiais. O encontro entre Lula e Kirchner remete a um histórico de apoio mútuo, já que ambos foram contemporâneos em momentos importantes da política sul-americana.
Além de Kirchner, Lula se encontrou com o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, que também o apoiou durante sua prisão. A visita à Argentina reflete a complexidade das relações políticas na região e as tensões em torno da corrupção.
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