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Sheinbaum pede mais coordenação com os EUA no caso de Ovidio Guzmán

Claudia Sheinbaum exige maior transparência nas negociações entre EUA e Ovidio Guzmán, destacando a crescente violência em Sinaloa.

Claudia Sheinbaum no Palácio Nacional, Cidade do México, em 2 de julho. (Foto: Mario Guzmán/EFE)
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  • Claudia Sheinbaum, presidenta do México, criticou a falta de transparência nas negociações entre os Estados Unidos e Ovidio Guzmán, filho do Chapo, preso em Chicago.
  • Em declaração no Palácio Nacional, ela ressaltou a importância da comunicação entre as autoridades dos dois países após a detenção de Guzmán, que ocorreu em um operativo militar.
  • Sheinbaum questionou as condições das negociações que envolvem a troca de informações sobre narcotráfico por um tratamento mais favorável na condenação de Guzmán.
  • A presidenta destacou a falta de coordenação entre as fiscalias dos dois países, o que tem gerado tensões nas relações bilaterais.
  • A violência em Sinaloa aumentou após a detenção de Guzmán, refletindo a crise de segurança no México.

Claudia Sheinbaum, presidenta do México, criticou novamente a falta de transparência nas negociações entre os Estados Unidos e Ovidio Guzmán, filho do Chapo, atualmente preso em Chicago. Em declaração feita no Palácio Nacional, ela enfatizou a importância de uma comunicação eficaz entre as autoridades dos dois países, especialmente após a detenção de Guzmán em um operativo militar que resultou em mortes de soldados mexicanos.

Desde a extradição de Guzmán, conhecido como “El Ratón”, Sheinbaum tem questionado as condições das negociações que envolvem a troca de informações sobre o narcotráfico em troca de um tratamento mais favorável em sua condenação. A mandatária levantou questões sobre a designação de cárteles mexicanos como organizações terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA, lembrando que o governo anterior não negociava com terroristas.

Críticas à Coordenação

A presidenta destacou que a falta de coordenação entre as fiscalias dos dois países tem gerado tensões nas relações bilaterais. Ela mencionou que tomou conhecimento das movimentações da família Guzmán através da mídia, o que reforça a necessidade de um fluxo contínuo de informações entre as partes. “Deveriam ter informações em coordenação com a Fiscalia Geral de la República“, afirmou.

Sheinbaum também lembrou que a violência em Sinaloa, um dos estados mais afetados pelo narcotráfico, aumentou após a detenção de Ovidio Guzmán. A guerra entre facções do crime organizado tem gerado um clima de terror na região, o que torna a situação ainda mais crítica para o México.

Desdobramentos Recentes

O caso de Guzmán se soma a outros conflitos que têm afetado a relação entre México e Estados Unidos. Recentemente, a governadora de Baja California, Marina del Pilar, e seu esposo enfrentaram problemas com a retirada de suas visas de turista. Além disso, a suspensão repentina do comércio devido ao gusano barrenador também evidenciou a falta de diálogo entre os países.

Sheinbaum reiterou a necessidade de respeito, colaboração e coordenação nas relações bilaterais, especialmente em questões de segurança e combate ao narcotráfico. O futuro das negociações envolvendo Ovidio Guzmán continua incerto, e as autoridades mexicanas aguardam mais informações sobre os acordos que estão sendo discutidos.

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