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Armenia e Azerbaiyão buscam paz com novo pacto histórico entre os países

Armenia e Azerbaijão assinam acordo de paz histórico, enquanto a situação humanitária dos retornados de Nagorno Karabaj se agrava.

O presidente da Armênia, Vahagn Jachaturián, durante a entrevista. (Foto: Alejandro Ruesga)
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  • Em 2025, Armenia e Azerbaijão assinaram um acordo de paz histórico, encerrando mais de três décadas de conflito em Nagorno Karabaj, que causou mais de 40 mil mortes.
  • O primeiro-ministro da Armenia, Nikol Pashinián, visitou a Turquia em junho, marcando um avanço nas relações diplomáticas, apesar das fronteiras ainda fechadas.
  • O presidente da Armenia, Vahagn Jachaturián, destacou a importância do reconhecimento da integridade territorial mútua no acordo e expressou otimismo sobre a ratificação do pacto.
  • A situação de 115 mil cidadãos armenios que retornaram de Nagorno Karabaj em 2023 é uma preocupação, com apoio da União Europeia para atender suas necessidades.
  • O Parlamento armenio aprovou uma lei para iniciar o processo de adesão à União Europeia, refletindo o desejo de 65% da população por maior aproximação com a Europa.

Em 2025, Armenia e Azerbaijão firmaram um acordo de paz histórico, encerrando mais de três décadas de conflito em Nagorno Karabaj, que resultou em mais de 40 mil mortes. O pacto, ainda a ser ratificado, representa um avanço significativo nas relações entre os dois países.

O primeiro-ministro armenio, Nikol Pashinián, visitou a Turquia em junho, um passo importante para o deshielo nas relações diplomáticas, apesar das fronteiras ainda permanecerem fechadas. Em entrevista, o presidente da Armenia, Vahagn Jachaturián, destacou a importância do reconhecimento da integridade territorial mútua como um dos principais pontos do acordo.

Jachaturián afirmou que a assinatura do documento é um tema delicado, mas expressou otimismo sobre a possibilidade de um acordo antes do final do ano. Ele enfatizou que ambos os países precisam de paz e que a nova fase nas relações deve ser baseada em boa vizinhança.

Desafios Humanitários

A situação dos 115 mil cidadãos armenios que retornaram de Nagorno Karabaj em 2023 é uma preocupação central. O governo armenio está recebendo apoio da União Europeia e de outros parceiros para atender às necessidades dessas pessoas, que enfrentam uma grave catástrofe humanitária.

Jachaturián também abordou as críticas de setores da sociedade armenia sobre as concessões feitas a Azerbaijão. Ele reiterou que o foco deve ser a paz, afirmando que, se a integridade territorial for respeitada, outras questões poderão ser resolvidas posteriormente.

Relações com a União Europeia

O Parlamento armenio aprovou uma lei para iniciar o processo de adesão à União Europeia, refletindo o desejo de 65% da população por uma maior aproximação com a Europa. Jachaturián destacou que a Armenia está pronta para cumprir os requisitos da UE e que a atmosfera política mudou significativamente nos últimos anos.

A invasão russa da Ucrânia também impactou a dinâmica regional. Jachaturián reconheceu a necessidade de respeitar a integridade territorial de todos os países, incluindo as antigas repúblicas soviéticas, e afirmou que a Armenia busca manter relações diplomáticas e comerciais com Rússia e Ucrânia.

A visita do primeiro-ministro armenio à Turquia é vista como uma oportunidade para abrir fronteiras e estabelecer relações diplomáticas, sem condições prévias. Jachaturián acredita que essa mudança pode trazer benefícios para ambas as sociedades e espera passos concretos nessa direção.

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